SOL SE PONDO

 

SOL SE PONDO

 

SOL SE PONDO

por Cláudio El-Jabel

 

Hoje olhei pela janela,

Sim para ver o belo pôr do Sol,

Mas na hora de pegar a máquina,

A mente me pregou outra de suas peças,

Esqueci onde a guardara,

Ficou para uma outra vez,

Afinal todo dia de Sol,

Ele dá seu show,

Prateia as águas do mar,

Ao ponto de cegar no olhar,

Mas ao deitar-se o vermelho com ele vem,

Muitas vezes minhas memórias também.

seal

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ONDAS DO MAR

Barra

 

ONDAS DO MAR

por Cláudio El-Jabel

 

 

Lembro,

Lembro das noites enluaradas,

Do som das ondas do mar,

Dos barulhos da passarinhada,

Indo seu galho firmar,

Lembro dos brilhos nas estrelas,

E seus reflexos na areia,

Do ar sereno e suave,

Do cheiro daquela paisagem,

Das gotas de orvalho e sereno,

Salgadas em meu corpo pousar,

Dos peixes que pulavam brincando,

Após as ondas do mar virem a quebrar,

Aquele som é marcante,

Calmante da alma do ser,

Prazer de viver os momentos,

De pequenina criança,

Até já adulto e sabido,

O cheiro ainda é o mesmo,

E o som,

Ainda me embala os ouvidos.

seal

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BORA

BORA

 

BORA

por Cláudio El-Jabel

 

Os ventos daqui não uivam,

Eles socam,

Chamam-no de Bora,

Ele aparece de repente,

Te toca e se aflora,

Como um nocaute,

Pode te deixar desacordado,

Pois se te derruba,

É apenas,

Ai coitado,

Não há a quem xingar,

Até que tentam,

Mas é a natureza,

Que apenas se apresenta.

seal

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DEPRESSÃO

DEPRESSÃO

 

DEPRESSÃO

Por Cláudio El-Jabel

 

Dias de nuvens cinzentas,

Sem o calor da claridade,

Sentimentos ocultos,

Visões da verdade,

Não são as nuvens em si,

São as percepções que processo,

O vento que sopra ao rosto,

É vento bem discreto,

Na qualidade de a tudo sentir,

Muitas vezes me pergunto desse querer,

Se isso me acresce em algo,

Se de fato me faz crescer,

Nessa apresentação teatral,

O palco a todos pertence,

A peça pode ser qualquer uma,

Mas a interpretação que revela,

Obrigatoriamente deva ser inteligente,

A verdade,

O ato,

A atmosfera,

Nesse teatro da vida não é muito diferente,

Existe não somente o palco,

Mas há também a plateia com um milhão de gentes,

Esse é o mundo que vivo em percepção,

As vezes alegre, sadio,

Noutros bem deprimente.

seal

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BRINCANDO NO CÉU

por Cláudio El-Jabel

 

 

Resolvi aproveitar a bela exibição,

E fazer minha primeira apresentação,

Sempre achei complicado as tecnologias,

Gosto mesmo de papel e lápis nas escritas e fantasias,

Aqui uma foto tirada por Juliana,

Em uma apresentação área de me dar medo,

Mas como entrei num desses pássaros metálicos?

Isso vou guardar como segredo.

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TRIESTE

TRIESTE

 

TRIESTE

por Claudio El-Jabel

 

Hoje é domingo,

Estou contando as horas,

Estou contando os picos,

Estou contando estrelas,

Estou contando as unhas,

Tudo por dois motivos,

Viajar…no ar,

Parece piada,

Mas é desconfortante,

Ver aquele monstro de metal,

Pesado como elefante,

Levantar com ventos uivantes,

Acredito que também dessa vez,

Acredito eu, redundantemente,

Demore mais,

Afinal Trieste me espera,

Com sua Bora,

Seus encantos,

E eu já me vejo,

Me esquivando pelos cantos.

seal

 

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MUNDO NOVO, MENTE VELHA

MUNDO NOVO, MENTE VELHA

 

MUNDO NOVO, MENTE VELHA

Cláudio El-Jabel

 

Hoje começo de forma parecida,

Mas não é um desabafo,

É apenas observação,

Algo que gosto e por mais que tente amenizar,

Não dá,

Gosto de observar gente,

Comportamentos,

Enfim…

O que vejo me machuca sim,

Do pouco de positivo que vejo,

Já que o positivo se esconde,

Não tem necessidade de se mostrar,

O que é ruim por sinal é show,

Está em tudo que é lugar,

Gente  se passando pelo que não é,

Pois em pequenos detalhes seu interior expõe,

E fica aquele sentido de julgo,

Ou na pior das hipóteses, um pressupor,

Ando de fato cansado e já cansei de dizer isso,

As vezes penso em chutar o balde,

Deixar tudo para lá e ver onde essa “m” vai dar,

Alguns falam em ser humano,

Mas ser humano é que é o xis da questão,

Para tornar-se humano temos que agir como tais,

Ser perverso, arrogante e tantas coisas mais,

Não,

Não gosto de falar nisso,

E só sai mesmo na escrita,

A boca fica selada,

Mas a mente agita e saltita,

Acertar essa humanidade não é tarefa fácil,

Não diria ou afirmaria ser impossível,

Mas para tanto muita dor teria de haver,

Não se acerta mais nada com bondade,

Apenas a dor faz entender e crescer,

Minhas observações não diria que estão prontas,

Pois se as tivessem, colocaria-as em prática,

Estamos carentes de algo grandioso,

Daqueles que colocam o homem bem nervoso,

Acertá-lo como a um chicote no lombo,

Açoitá-lo como o fez com seus diversos irmãos,

Deixar correr o sangue,

Deixar cair seu jeito arrogante,

E mostrar-lhe a verdade,

Todos nós somos o que chamamos humanidade.

seal

 

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DESORDEM CRONOLÓGICA

 

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DESORDEM CRONOLÓGICA

por Cláudio El-Jabel

E então me dizem,

Acalme seu coração, vai escrever,

E eu digo que prefiro olhar as coisas,

Contar as ondas,

Ver o Sol nascer,

Nada de muito diferente,

Apenas valorizo esse universo,

E de dentro de mim,

Sai muitas vezes em forma de versos,

É o som que as ondas reproduzem,

O calor desse imenso Sol,

Os bichinhos se mexendo em volta,

A abelha fazendo mel,

Sou assim,

Nasci com essa deficiência,

Posso até parecer estranho,

Mas sou um cara normal,

Não planejo mais muito de minha vida,

Apenas vou deixando ocorrer,

Não deixa de ser uma experiência,

Algo grande,

Um fortalecer,

Adoro observar,

Sempre foi minha paixão,

E para tanto, haja tempo,

Não se pode ter pressa não,

Ainda a pouco escrevi a um amigo,

Não pretendo estar aqui em 2050,

E não por estar desapontado com a vida,

Ou qualquer coisa fulgaz,

É que como disse tenho tempo,

E ele vai para frente e para trás.

seal

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HOMENAGEM A MEU IRMÃO CLAUDIO TANCREDO

Foto de Claudio Rezende

HOMENAGEM A MEU IRMÃO CLAUDIO TANCREDO

 

Óh doce Iyabá,

Mãe das águas,

Mãe dos Orí,

Levaste meu amigo, meu irmão,

Aquele a quem sempre me estendeu suas mãos,

Não estou bravo,

Estou desencontrado,

Assim como os barquinhos que lhe ofertam,

Estou navegando por onde o vento leva,

Sei que caminharás meu irmão com ternura,

E lhe dará seu banho em formosura,

Peço nesse momento que intervenha junto a Ikù,

E peça atenção de Ògún,

Para que olhe com cautela,

E retire dele toda e qualquer mazela,

Faça-o torna-se anjo,

ANJO

É o que pede seu filho daqui,

O pequenino Kambami.

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PARÁBOLA POR ACASO

parÁbola por acaso

 

PARÁBOLA POR ACASO

por Cláudio El-Jabel

 

Plantei e assim que o fiz não parei de olhar,

Queria ver aquela semente germinado,

Afinal foi com carinho e esmero o trabalho,

Passei a namorá-la todo dia após dias,

Até que uma pontinha apareceu,

E como uma bailarina, devagar se abriu,

Abriu seus dois braços, que nesse caso são folhas,

Olhei atentamente e mesmo assim pasmei,

Não havia movimento,

Então pensei em por música,

Quem sabe pudesse ela dançar,

Dar seus rodopios e outras folhas mostrar,

Foi o que fiz e para meu espanto,

Sua velocidade após a musica aumentou,

Ela cresceu tanto, mas tanto,

Que até as nuvens chegou,

Lembrei-me do conto infantil,

João e o pé de feijão,

E pensei ser arriscado não arriscar,

Queria saber quem de fato morava lá no alto daquele lugar,

Aos poucos e com cautela, fui subindo devagar,

E a cada galho que alcançava,

Mais  ar vinha a me faltar,

Cheguei a um ponto onde pensei desistir,

Quando a nuvem se abriu um pouco e de lá pude ouvir,

O que houve, desistiu?

Disse-me aquela voz forte do alto,

E já sem muito fôlego respondi,

Falta-me ar para poder prosseguir,

E mais uma vez a voz me fala,

Respire fundo, tranque o ar e venha,

Antes que caia da árvore que plantaste,

Pois deverias saber que com a riqueza de seu tronco,

De certo torna-se-a lenha,

E assim o fiz,

Segui a voz sem saber quem era,

E lá do alto pude ver claramente o que foi dito,

Aquela semente que para mim era motivo de orgulho,

Aos outros olhos era apenas motivo de espúrios,

A inveja enfraquece o homem e suas façanhas,

Mas as parábolas quem as lê , sempre ganha.

seal

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