COLETOR, NÃO SERVO

COLETOR NÃO SERVO

 

COLETOR, NÃO SERVO

por Cláudio El-Jabel

 

Hoje estava eu com muita vontade de escrever,

Escreveria qualquer coisa, mesmo que fosse bobagem,

Mas é algo que vem de dentro,

Uma verdadeira necessidade,

Seja quando vejo uma paisagem,

Quando estou em determinada situação,

Ou memso quando apenas a presencio,

E fica retida em minha mente,

São os acontecimentos ou mesmo leituras da vida,

Que trazem essa nessecidade,

Como se fosse um engatinhar,

Tomei coragem hoje e fui guiar,

Não que eu não saiba dirigir,

Já dirigi e pilotei máquinas fenomenais,

O problema é a modernidade,

Que também lembranças me traz,

Confesso que carro elétrico foi a primeira vez,

Mas para espanto de meu filho eu já sabia,

Como se ao me ligar com a nave,

Tudo dela eu já conhecia,

Ninguém em sã cosnciencia teria lembrança de futuro,

Visão de algo que já ocorreu,

E comigo acontece isso demais,

Já tentei tudo que possam imaginar,

Mas nem terapia, nem os que se dizem doutorados,

Me deram uma explicação condizente,

Tive que me aceitar assim mesmo,

E tentar ao máximo não exteriorizar,

Se sei que algo vai ocorrer,

Fico como se fosse proibido em dizer,

E alguém me perguntaria como já o fez por diversas vezes,

Se acredito que alguém me controla,

Se ouço vozes a me dizer o que devo fazer,

E o que eu faço é apenas mirar nos olhos,

Acreditava que isso fosse o que basta para se entender,

Mas tá difícil essa comunicação,

Quero alguém de meu tempo,

Preciso de alguém que me entenda,

Saiba se comunicar de forma clara,

Saiba olhar nos olhos e perceber quase que em telepatia,

Pois meu verbo quando fala,

Nem sempre fala em alegria,

Não sou pessimista, longe disso pensar,

Mas com tantas visões que já tive,

É muito difícil acreditar,

O que me resta como acredito a um mortal,

É seguir nessa relação de fé que tenho,

Sadia, sem dogmas, sem discriminações,

Uma fé de apenas agradecimento,

Por tudo que sinto, percebo e me alimento,

Nada escapa de minha percepção,

Toda essa riquesa que a mim se apresenta,

É algo sim já planejado,

Não há como ser diferente,

Nada o é por acaso,

Tudo já é algo escrito,

Que acredito seria um grande desperdício,

Se fosse apenas para saciar meu ego,

Então me coloco como um Ser, não como um servo,

Um transferidor de informação,

E me disponho sem medo a desbravar toda essa imensidão.

seal

 

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QUEM É INVENTOR DE QUE?

 

QUEM É INVENTOR DE QUE

QUEM É INVENTOR DE QUE?

por Cláudio El-Jabel

 

Olha a gente le e no meu caso tento entender,

Tudo bem todos já perceberam o sinal abaixo das poesias,

O tão famoso Copyright ©,

É mais uma ilustração que necessidade,

Já com minha idade aprendi que nada nos pertence,

A não ser nossos atos,

O resto são enfeites,

Modismos sociais,

Ou mesmo a tão bajulada lei,

Aquela mesma que ninguém segue mais,

De verdade não quero bater de frente,

Não quero gerar polêmicas,

Apenas me vejo em meu direito de comentar,

Mesmo sem afirmar ser dono de verdades,

Mas autoral com a idade que a humanidade tem,

Não sei nem se poderia afirmar,

Afinal mesmo eu estando lá,

Sim quando tudo começou eu participei,

Não me lembro de quem era,

Nem mesmo por onde andei,

Se fui lider de algo,

Se fui escravo de lideres,

Mas estava lá,

Quando aquela primeira macaca me beijou,

Foi amor a primeira vista,

Que me desculpem os descrentes da evolução,

Mas até a conversa de macacos é tudo uma piada,

Não somos macacos é nada,

Muito menos donos de idéias,

Somos acumuladores de informação,

E aquela coisa que fizeste e percebi que dava para melhorar,

Nem pensei duas vezes e me puz a trabalhar,

De balão, fiz um avião,

De avião transformei em foguete,

De foguete montei uma estação,

E agora lá de cima fico contemplando,

Olho aqui para baixo e me pergunto,

Meus Deus!

Como existem gente.

seal

 

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LUGAR AO SOL

LUGAR AO SOL

LUGAR AO SOL

por Cláudio El-Jabel

Não sabemos,

Ou fazemos escolhas sob pressão,

Muitas vezes elas ocorrem tão rápido,

Que as ponderações são postas a segundo plano,

Reclamo,

Gosto de tudo mais lendo,

Na base do compasso musical,

Onde a harmonia das notas,

Constroem um acorde final,

A vida porém não te deixa muita escolha,

Exige sempre a primeira opção,

E se a trilha escolhida não for o ponto da vista,

Que se lancem então em suas novas conquistas,

De certa forma e vendo pelo lado bom,

Não há aquela zona de conforto,

Afinal ninguém joga sabendo se o bilhete é premiado,

Todos se utilizam de palpites,

De esperança, de sonhos e de fé,

Vai que rola a sorte e te olha com olhar apurado,

Você só tem que de fato estar com ela ao seu lado,

É o que muitos chamam de merecimentos,

Mas poxa…ninguém nasce pra sofrer,

Todos tem direito a um lugarzinho no Sol,

E se estamos falando dessa luz de vida,

Que nos ilumine então esse Sol,

Cheio de esperança de vida.

seal

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VISÕES

VISÕES

 

VISÕES

por Cláudio El-Jabel

 

Por mais  que tentemos simplificar,

Nessa vida virtual nada nos pertence,

Ou mesmo é de nosso controle,

É a máquina quem decide  por  você.

O tempo que ela vai querer,

E assim seus contatos somem,

Desaparecem do nada,

E sem ser expert nessa jogada,

Fica sem saber o que fazer,

Chato demais essa tecnologia,

Fria,

Meu tempo gosto de dedicar aos amigos,

Sejam virtuais ou não,

De resto me perco em minha boa percepção,

Sou um observador do tempo,

E sim,

É meu melhor passa tempo,

Vejo complexidade e simplicidade em uma mesma visão,

Observo a tudo com olhos e coração,

Onde o despercebido é o que mais me chama atenção,

Foco nele e dele tento ao menos registrar,

Compartilho tudo que me permito compartilhar,

Não sou mesmo interado das leis humanas,

E sim do que meu julgo determina,

Logo, nem me venha com regras acertadas,

Não sou pessoa de estar de acordo com nada,

Tenho meu proprio ciclo,

Meu próprio reino,

E sem ser rei, também não tenho súditos,

Mas me cerco de iguais como amigos,

E nos trocamos em informações,

Em experiencias de vida,

Em detalhes pequeninos,

Assim como uma simples imagem de sapinhos.

seal

 

(Rana perezi / para o texto foi chamada de sapinhos, porém é uma rã verde muito comum em toda península Ibérica)

 

 

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PÁTRIA QUE ME PARIU

FAROL

PÁTRIA QUE ME PARIU

por Cláudio El-Jabel

Pensei eu,

Vou, não vou?

Aquela indecisão de deixar a terra,

Onde brinquei na infância,

Onde cresci desde meu tempo de criança,

Pensei muito antes de decidir,

Afinal, quem acreditaria de eu estar aqui,

Não sai com mágoas,

Mas sim com uma certa preocupação,

Meu país anda tropeçando,

Por mais que tentemos dar-lhe a mão,

Rezo muito para que o Brasil se levante,

Deixe de ser um gigante adormecido,

Aquele que vive deitado eternamente em berço explendido,

E caia na real,

Não no pensamento de ser maior,

Mas que respeite mais seus filhos,

Mesmo os que não sejam “di menor”,

Que os corruptos que são muitos e em todas as profissões,

Paguem caro por suas traições,

E aos legítimos brasileiros da terra mãe gentil,

Que se abram as oportunidades para a pátria que os pariu,

Se pretendo voltar?

Não sei, sei lá…

Sou do mundo,

Sou da vida,

Não pertenço a nenhum lugar.

seal

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CICLO DA VIDA

Faro da Vitória 2

 

CICLO DA VIDA

por Cláudio El-Jabel

 

Às vezes, para não afirmar o sempre,

A vida nos embala, nos conduz,

Nos indica a direção,

Muitas vezes o falar ou escrever,

Torna-se simples expressão,

O encanto da vida é mais profundo,

É som que não sai apenas da boca,

Com certeza é formatado noutro mundo,

Quando leio alguns escritos percebo riqueza,

Riquezas em palavras, em experiências,

E por que não dizer,

Firmeza no viver,

As pessoas nascem fortes, mas não sabem,

A vida é quem vai desembrulhar esse presente,

Alguns tão cedo e precocemente já os sente,

Outros porém, necessitam de mais amadurecimento,

Tipo fruta no pé da árvore,

Onde espera paciente o seu momento,

E tenha certeza que nessa vida que estamos,

Somos frutos sim, deixamos sementes sim,

Somos todos nós alimentos.

seal

Para temperar nossa mente e nossa vida, esse belo presente de Michael E. e Jirka. Ótimo fim de semana a todos e relembrando minha adorável blogueira, na vitrola…

 

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VIRANDO A PÁGINA

VIRANDO A PÁGINA

 

VIRANDO A PÁGINA

por Cláudio El-Jabel

 

Eis que me pego surpreso,

Algo que jamais imaginei um dia fazer,

Apagar tudo o que tinha guardado,

Virando a página não por pensar em ser diferente,

Apenas deixar o passado e seguir em frente,

Chega um determinado ponto da jornada,

Que por mais que desejamos manter um histórico,

Não há mais local nem espaço,

Tanto físico como em memória,

Muita informação as vezes enrola,

Lembranças demais atrapalham,

O coração que as guarde bem guardadas,

E quando a saudade bater,

Ele que as traga,

Parece ser algo egoísta, mas não,

Apenas digamos uma nova configuração,

Uma reorganização necessária,

Assim como a chuva que molha e abre lugar para o Sol secar,

Na vida temos que ceder espaço para o novo atual poder chegar,

Como as cartas do Tarot,

Ou mesmo o Òdu Ejiogbè,

Em seu mito de vida, dispersão,

Portando o caminho do destino, da respiração,

O equilíbrio vital entre o direito e esquerdo,

A noite e o dia,

A guerra e a paz,

Coisas em que os homens já nem se lembram mais,

Muito hoje em dia se fala,

E muito pouco se faz,

Nessa grande decadência que até revolta o Messias,

Em seu verbo claro aos ouvidos que escutam,

Aos olhos que enxergam,

Aos corações que sentem,

E aos caminhos que trilham,

A tênue teia que tece a vida,

Que sustenta o criador e criatura,

Balança perigosamente,

Em um destino claro de ruptura,

Resta aos verdadeiros guerreiros unirem-se mais uma vez,

E em uma reunião quase que ancestral e secreta,

Invoco o que me foi destinado por hereditariedade,

Trazer a razão aos homens e a verdade,

Unamo-nos mais uma vez para resgatar,

Pois toda água que corre em um rio,

Tem como seu destino o caminho do mar.

seal

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ETERNITY

ETERNITY

 

ETERNITY

Por Cláudio El-Jabel

 

E eu aqui já nas vésperas de chutar o balde,

Ouvindo Chill Lounge Café del Mar,

Músicas que em meus ouvidos vem bem a calhar,

Me fazem viajar, refletir,

Afinal é Downtempo, algo calmo e com muita harmonia,

Essa por sinal me foi dada de presente,

Mas fica sempre ressonando em minha mente,

E tento medir as responsabilidades que me são,

Daquilo que quero para meu espírito,

Não nasci para ser trovão,

Nasci para ser andante,

Caminhar na busca de algo incompreensivo,

Mas que dentro de mim me alegra, acalma, alimenta,

E é exatamente onde nasce o dilema,

O chutar o balde é deixar coisas para trás,

Algumas que não verei jamais,

É caminho sem volta,

É algo difícil até de explicar,

São sentimentos, cultura, vidas,

Para mim está sendo muito difícil,

Uma decisão que jamais pensei em ter de tomar,

Aqui e nessa, apenas dessa vez,

Gostaria de dizer que estou em cima do muro,

As coisas se empataram,

Mas algo terá de amadurecer,

Algo bem rápido que diminua essa angústia,

Algo bem certo que me traga paz e visão,

Viver nunca foi algo fácil sei bem disso,

Apenas deixo aqui partilhando parte de minhas aflições,

E quando ouço esta obra com o nome sugestivo que tem,

Fico imaginando essa eternidade,

Que de fato ocorre como a forma que é executada,

Nessa sinergia onde o resultado traduz,

Tem de ser algo associado de forma a uma ação, coesão,

E que de fato seu resultado traga o mais importante,

Aquilo que mais necessito,

Paz em meu coração.

seal

 

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FAGOCITOSE

FAGOCITOSE

“Para um país de medíocres e uma governança cega,

não diria que ainda haja tempo,

nem mesmo que o tempo que resta se acerta,

mas para quem sempre tentou passar uma visão em versos,

ver acontecer o que uma suposta bola de cristal mágica revelou a 5 anos,

é algo que amarga, desnuda e debocha,

de toda essa farsa de sacanas de bosta”. 

( Reblog de 8/12/2013)

Por Cláudio El-Jabel

E mais uma passagem de ano nos espera,

Sempre com o pensamento de ser essa a nova era,

Ficamos ao marasmo após nele entrar,

Nada muda e continua tudo em seu lugar,

Parece trilha de filme com roteiro definido,

Nunca alavanca nada de novo,

Apenas vemos a multidão crescer,

Sedenta de fome, de sede, de sexo e de drogas,

Uma população perdida para seu futuro,

Onde pensam eles viver o presente é mais seguro,

Um planeta belo que tinha tudo para dar certo

Mas em um teste errado apareceu o humano,

Pior que o vírus que lhe afeta,

Eles definiram sua mira mais certa,

Aproveitar o que der para empilhar,

Cavar o solo na procura do maldito petróleo,

Fator principal de nossa destruição,

Ainda o nomeiam de diamante negro,

Onde nesse único episódio é o que causa mais frisson,

Sem ele nada funciona nada acontece,

Parece até que sem ele tudo padece,

Por ele muitos se matam,

Invadem, destroem, violentam,

Nada temem nada os afetam,

Apenas o vício do poder desse maldito óleo,

Feito dos restos mortais de outros seres,

Parece muito com um filme de terror,

Onde zumbis comem gente,

E no maldito óleo negro de carnes,

Nos mostra a cara de frente a verdade,

Somos vírus de fato que a tudo consome,

O que nos irá levar ao que já sabemos de cor,

Sumirá o homem consumido por si mesmo,

Em uma fagocitose impressionante,

Gente comendo óleo e óleo comendo gente.

seal

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ACOMPANHAR

ACOMPANHAR

 

ACOMPANHAR

por Cláudio El-Jabel

 

Muitas vezes me pergunto se estou perdendo a capacidade de decisão,

Demoro bem mais que meu filho por exemplo a decidir algo,

Ainda não analisei se no caso dele é impulso,

Ou se no meu é lentidão,

Não sou muito de queda de braço, mas irei repensar,

Meu cérebro anda mais lento com certeza,

Percebo mudanças interessantes,

Porém consigo ver mais adiante,

Posso perder na escolha rápida,

Mas ganho quase sempre ao final,

Claro que não é uma disputa,

Isso seria ridículo,

Mas é algo que gostamos de realizar,

Ele mesmo me atiça a participar,

Não pensem que há moleza nessa brincadeira,

É cada qual por si,

Eu refaço tudo aquilo que lembro,

E ele com o que aprendeu,

Muitas coisas com a vida,

Algumas assim como eu,

Na persistência,

Dessa brincadeira percebo que a vida ensina bem mais,

Pois lhe proporciona a experiência vivida e sentida,

Como dizem é na carne que se sente o corte e a dor,

De certa forma isso me alegra muito,

Fico mais tranquilo em saber que mesmo em minha falta,

O aprendizado continuará,

Evoluirá bem mais que o meu,

Irá transcender a barreira visionária que tive,

E viajar bem mais longe que minha mente sonhou ir,

Semeará mais estrelas,

Atravessará novas fronteiras,

E de algum lugar pretendo observar,

Não para interferir,

Mas se me for possível e quando necessário, orientar.

seal

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