PÁTRIA QUE ME PARIU

FAROL

 

PÁTRIA QUE ME PARIU

por Cláudio El-Jabel

 

Pensei eu,

Vou, não vou?

Aquela indecisão de deixar a terra,

Onde brinquei na infancia,

Onde cresci desde meu tempo de criança,

Pensei muito antes de decidir,

Afinal, quem acreditaria de eu estar aqui,

Não sai com mágoas,

Mas sim com uma certa preocupação,

Meu país anda tropeçando,

Por mais que tentemos dar-lhe a mão,

Rezo muito para que o Brasil se levante,

Deixe de ser um gigante adormecido,

Aquele que vive deitado eternamente em berço explendido,

E caia na real,

Não no pensamento de ser maior,

Mas que respeite mais seus filhos,

Mesmo os que não sejam “di menor”,

Que os corruptos que são muitos e em todas as profissões,

Paguem caro por suas traições,

E aos legítimos brasileiros da terra mãe gentil,

Que se abram as oportunidades para a pátria que os pariu,

Se pretendo voltar?

Não sei, sei lá…

Sou do mundo,

Sou da vida,

Não pertenço a nenhum lugar.

 

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CICLO DA VIDA

Faro da Vitória 2

 

CICLO DA VIDA

por Cláudio El-Jabel

 

Às vezes, para não afirmar o sempre,

A vida nos embala, nos conduz,

Nos indica a direção,

Muitas vezes o falar ou escrever,

Torna-se simples expressão,

O encanto da vida é mais profundo,

É som que não sai apenas da boca,

Com certeza é formatado noutro mundo,

Quando leio alguns escritos percebo riqueza,

Riquezas em palavras, em experiências,

E por que não dizer,

Firmeza no viver,

As pessoas nascem fortes, mas não sabem,

A vida é quem vai desembrulhar esse presente,

Alguns tão cedo e precocemente já os sente,

Outros porém, necessitam de mais amadurecimento,

Tipo fruta no pé da árvore,

Onde espera paciente o seu momento,

E tenha certeza que nessa vida que estamos,

Somos frutos sim, deixamos sementes sim,

Somos todos nós alimentos.

seal

Para temperar nossa mente e nossa vida, esse belo presente de Michael E. e Jirka. Ótimo fim de semana a todos e relembrando minha adorável blogueira, na vitrola…

 

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VIRANDO A PÁGINA

VIRANDO A PÁGINA

 

VIRANDO A PÁGINA

por Cláudio El-Jabel

 

Eis que me pego surpreso,

Algo que jamais imaginei um dia fazer,

Apagar tudo o que tinha guardado,

Virando a página não por pensar em ser diferente,

Apenas deixar o passado e seguir em frente,

Chega um determinado ponto da jornada,

Que por mais que desejamos manter um histórico,

Não há mais local nem espaço,

Tanto físico como em memória,

Muita informação as vezes enrola,

Lembranças demais atrapalham,

O coração que as guarde bem guardadas,

E quando a saudade bater,

Ele que as traga,

Parece ser algo egoísta, mas não,

Apenas digamos uma nova configuração,

Uma reorganização necessária,

Assim como a chuva que molha e abre lugar para o Sol secar,

Na vida temos que ceder espaço para o novo atual poder chegar,

Como as cartas do Tarot,

Ou mesmo o Òdu Ejiogbè,

Em seu mito de vida, dispersão,

Portando o caminho do destino, da respiração,

O equilíbrio vital entre o direito e esquerdo,

A noite e o dia,

A guerra e a paz,

Coisas em que os homens já nem se lembram mais,

Muito hoje em dia se fala,

E muito pouco se faz,

Nessa grande decadência que até revolta o Messias,

Em seu verbo claro aos ouvidos que escutam,

Aos olhos que enxergam,

Aos corações que sentem,

E aos caminhos que trilham,

A tênue teia que tece a vida,

Que sustenta o criador e criatura,

Balança perigosamente,

Em um destino claro de ruptura,

Resta aos verdadeiros guerreiros unirem-se mais uma vez,

E em uma reunião quase que ancestral e secreta,

Invoco o que me foi destinado por hereditariedade,

Trazer a razão aos homens e a verdade,

Unamo-nos mais uma vez para resgatar,

Pois toda água que corre em um rio,

Tem como seu destino o caminho do mar.

seal

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ETERNITY

ETERNITY

 

ETERNITY

Por Cláudio El-Jabel

 

E eu aqui já nas vésperas de chutar o balde,

Ouvindo Chill Lounge Café del Mar,

Músicas que em meus ouvidos vem bem a calhar,

Me fazem viajar, refletir,

Afinal é Downtempo, algo calmo e com muita harmonia,

Essa por sinal me foi dada de presente,

Mas fica sempre ressonando em minha mente,

E tento medir as responsabilidades que me são,

Daquilo que quero para meu espírito,

Não nasci para ser trovão,

Nasci para ser andante,

Caminhar na busca de algo incompreensivo,

Mas que dentro de mim me alegra, acalma, alimenta,

E é exatamente onde nasce o dilema,

O chutar o balde é deixar coisas para trás,

Algumas que não verei jamais,

É caminho sem volta,

É algo difícil até de explicar,

São sentimentos, cultura, vidas,

Para mim está sendo muito difícil,

Uma decisão que jamais pensei em ter de tomar,

Aqui e nessa, apenas dessa vez,

Gostaria de dizer que estou em cima do muro,

As coisas se empataram,

Mas algo terá de amadurecer,

Algo bem rápido que diminua essa angústia,

Algo bem certo que me traga paz e visão,

Viver nunca foi algo fácil sei bem disso,

Apenas deixo aqui partilhando parte de minhas aflições,

E quando ouço esta obra com o nome sugestivo que tem,

Fico imaginando essa eternidade,

Que de fato ocorre como a forma que é executada,

Nessa sinergia onde o resultado traduz,

Tem de ser algo associado de forma a uma ação, coesão,

E que de fato seu resultado traga o mais importante,

Aquilo que mais necessito,

Paz em meu coração.

seal

 

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FAGOCITOSE

FAGOCITOSE

“Para um país de medíocres e uma governança cega,

não diria que ainda haja tempo,

nem mesmo que o tempo que resta se acerta,

mas para quem sempre tentou passar uma visão em versos,

ver acontecer o que uma suposta bola de cristal mágica revelou a 5 anos,

é algo que amarga, desnuda e debocha,

de toda essa farsa de sacanas de bosta”. 

( Reblog de 8/12/2013)

Por Cláudio El-Jabel

E mais uma passagem de ano nos espera,

Sempre com o pensamento de ser essa a nova era,

Ficamos ao marasmo após nele entrar,

Nada muda e continua tudo em seu lugar,

Parece trilha de filme com roteiro definido,

Nunca alavanca nada de novo,

Apenas vemos a multidão crescer,

Sedenta de fome, de sede, de sexo e de drogas,

Uma população perdida para seu futuro,

Onde pensam eles viver o presente é mais seguro,

Um planeta belo que tinha tudo para dar certo

Mas em um teste errado apareceu o humano,

Pior que o vírus que lhe afeta,

Eles definiram sua mira mais certa,

Aproveitar o que der para empilhar,

Cavar o solo na procura do maldito petróleo,

Fator principal de nossa destruição,

Ainda o nomeiam de diamante negro,

Onde nesse único episódio é o que causa mais frisson,

Sem ele nada funciona nada acontece,

Parece até que sem ele tudo padece,

Por ele muitos se matam,

Invadem, destroem, violentam,

Nada temem nada os afetam,

Apenas o vício do poder desse maldito óleo,

Feito dos restos mortais de outros seres,

Parece muito com um filme de terror,

Onde zumbis comem gente,

E no maldito óleo negro de carnes,

Nos mostra a cara de frente a verdade,

Somos vírus de fato que a tudo consome,

O que nos irá levar ao que já sabemos de cor,

Sumirá o homem consumido por si mesmo,

Em uma fagocitose impressionante,

Gente comendo óleo e óleo comendo gente.

seal

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ACOMPANHAR

ACOMPANHAR

 

ACOMPANHAR

por Cláudio El-Jabel

 

Muitas vezes me pergunto se estou perdendo a capacidade de decisão,

Demoro bem mais que meu filho por exemplo a decidir algo,

Ainda não analisei se no caso dele é impulso,

Ou se no meu é lentidão,

Não sou muito de queda de braço, mas irei repensar,

Meu cérebro anda mais lento com certeza,

Percebo mudanças interessantes,

Porém consigo ver mais adiante,

Posso perder na escolha rápida,

Mas ganho quase sempre ao final,

Claro que não é uma disputa,

Isso seria ridículo,

Mas é algo que gostamos de realizar,

Ele mesmo me atiça a participar,

Não pensem que há moleza nessa brincadeira,

É cada qual por si,

Eu refaço tudo aquilo que lembro,

E ele com o que aprendeu,

Muitas coisas com a vida,

Algumas assim como eu,

Na persistência,

Dessa brincadeira percebo que a vida ensina bem mais,

Pois lhe proporciona a experiência vivida e sentida,

Como dizem é na carne que se sente o corte e a dor,

De certa forma isso me alegra muito,

Fico mais tranquilo em saber que mesmo em minha falta,

O aprendizado continuará,

Evoluirá bem mais que o meu,

Irá transcender a barreira visionária que tive,

E viajar bem mais longe que minha mente sonhou ir,

Semeará mais estrelas,

Atravessará novas fronteiras,

E de algum lugar pretendo observar,

Não para interferir,

Mas se me for possível e quando necessário, orientar.

seal

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VIDA FUGAZ

VIDA FUGAZ

VIDA FUGAZ

por Cláudio El-Jabel

 

Hoje foi um dia,

Não como qualquer outro,

Foi aquele que fazemos um balanço,

Relembramos nossa jornada, nossas atitudes,

Nossas vitórias e conquistas,

Nossas mágoas e desilusões,

Nossas amizades durante essa trilha,

Algumas inclusive que se perduram,

Outras que pelo desencontro da mesma se vão,

Mas se vão para um caminho que as fará felizes,

Creio eu que devam com o tempo também relembrar,

Lembrar da infância, da juventude,

Das partidas de jogos, das conversas e festas,

Cada vez mais percebo isso em todos,

Muda-se um pouco a atitude, mas é tudo igual,

As briguinhas bobas de amigos,

Os desenlaces da paquera,

Acreditava ser, mais percebeu que não era,

Alguns com isso ficam um tempo de molho,

Diria magoados pelo ocorrido,

É como as estações das flores,

Logo, logo percebemos novos sorrisos,

É a vida que roda,

Não para um momento se quer,

A vida é viva e vive quem nela quiser,

Saber aproveitar esse momento mágico que nos é ofertado,

É algo complicado a quem nasce sem estrela,

Parece que nasceu apenas para sofrer, será?

Muitos afirmam ser isso uma grande besteira,

Eu ainda não evolui a tal ponto do budismo de pensar,

Não sei se por essa índole guerreira que a tudo quer guerrear,

Em verdade posso afirmar que também tenho um sonho,

Um sonho de todos felizes sem discriminação,

Sem cabresto de dirigentes,

Sem carrascos de punição,

Um sonho diria bem infantil,

Onde todos são sempre gentis uns com os outros,

Havendo sempre uma força de união,

Sem inveja, sem medo, sem ganância, sem hipocrisia,

Ah seria isso apenas uma grande alegria,

Penso que o mal existe por muitos serem bem matemáticos,

Fazem um cálculo rápido da vida,

O tempo que eles tem para enriquecer,

E o pouco que lhes sobra para ousar e viver,

Mas não viver com amor e dignidade,

Viver das mazelas que podem comprar e usar,

Nisso infelizmente sabemos que fazem sem dó,

Gastam inclusive fortunas cheirando pó,

Me pergunto onde está a graça disso,

Viver do submundo escondido,

Comprando com um dinheiro sujo seu poder,

Até que num belo dia e sem aviso,

A morte vem os conhecer.

seal

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TRATO FIRMADO

 

TRATO FIRMADO

 

TRATO FIRMADO

por Cláudio El-Jabel

 

 

Faltou,

Faltou tanta coisa,

E de tanta falta não posso afirmar,

Disseram-me que eras tu perfeito,

Que nada lhe fugiria da obra,

E nada me iria faltar,

E eu me pergunto e te encarando,

Com toda minha inocência de observar,

Jogo para ti a pergunta, já que me fizeste em arbítrio,

Onde foi que erraste?

Perceba que te julgo sim em pretérito,

Pois não creio que há mais o que fazer,

Ou seria algo que não deveria apontar?

Falo de igual para ti que me ouve,

E digo nesse tom afirmativo,

Pois a ti certeza tenho,

Nada devo a seu trio,

Posso até dever mesmo é comigo,

Não querendo ser abusado,

Mas gosto de falas claras,

Porque quebrar meu encanto,

Quando permites a outros tantos?

Não faça isso meu amigo criador,

Não se atreva a julgar-me desprovido de força,

Lembre-se parte de ti em mim está,

E por ironia da vida não há como tirar,

Então façamos um trato,

Daqueles velados em puro segredo,

Nada conto aos iguais que encontro,

Sigilo lacrado na promessa fiel,

Sou guerreiro de honra,

Levo comigo essa sina,

Esqueças por momento da semente que atiraste,

E em troca me coloco a seu dispor em qualquer parte,

Faça comigo seu laboratório de intenções,

E tudo que meu corpo e alma lhe propõe.

seal

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REVOLTA DA FÉ

REVOLTA DA FÉ

 

REVOLTA DA FÉ

por Cláudio El-Jabel

 

De fato assim sou,

Ora um gentlemen como forma normal de ser,

Ora tudo aquilo outro que nem queiras saber,

Nesses dois lados da personalidade o equilíbrio é primordial,

Mas para que tanto ele haja ou se apresente,

A harmonia deve ser parceira,

Nunca me julgue pela aparência,

Já vou logo afirmando ser isso uma grande besteira,

Eu sou exatamente a essência que me fizeste,

Frágil como um cristal,

Mas posso ser tão feroz como um animal,

Então para que essa disputa entre criador e criatura,

Toma tino e se segura,

Procura se é que tens a sua turma,

Esquece um pouco da gente,

Já fez o que devia,

Jogou suas sementes,

Não tente fazer colheita de fruta que não se come,

Fique sabendo que percebo quando se encosta,

E nem diria ser o tal peso nas costas,

Pois se o fosse carregaria sem reclames,

Mas faça-me um grande favor,

Após esse abandono que é fato e entendido,

Esqueça-nos de vez criador,

E não se faça de desentendido.

seal

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CIDADE MARAVILHOSA

CIDADE MARAVILHOSA

 

CIDADE MARAVILHOSA

Por Cláudio El-Jabel

 

Nós como pessoas que somos temos a necessidade de tudo comemorar,

Comemoramos a vida, o descobrir, os novos laços,

Tudo de forma alegre como se o mundo fosse dois passos,

E nessa euforia de saciar nossa vontade de ser feliz,

Muitas vezes esquecemos de tudo que não nos faz assim,

São tudo aquilo que nem vou enunciar,

Pois doe e muito de escrever, de ver e de pensar,

Mas pensamos e isso é inegável,

Podemos nos doutrinar a pensar apenas coisas boas,

Mas me pergunto se isso não seria algo irreal,

Afinal a maldade nos assola e está ao fundo de nosso próprio quintal,

Essas questões e esse pensamento não modifica o nosso dia a dia,

Temos que muitas vezes tentar superar ou mesmo ignorar para viver,

Hoje como uma hipocrisia descabida,

As bestas vampirescas que se apoderaram do poder,

Graças a seu voto, ao meu,

Vieram lembrar da Cidade Maravilhosa,

Que de maravilha já se perdeu faz tempo,

Não há a muito nada que possamos oferecer,

A não ser uma zona de guerra, de terror,

É algo que eu estudo a bom tempo e não percebo solução,

A bem da verdade a solução seria bem cruel,

Coisa que deixamos lá atrás na antiguidade,

Não tenho receio em dizer é de fato aniquilação de verdade,

O problema é que mesmo reconhecendo no seio social o que é correto,

Não posso dar uma de carrasco de forma geral,

Há de se pelo menos dar ouvidos a cada um que esteja do outro lado,

Ouvir seus anseios, sentir sua razão quando há,

Algo muito difícil de se apurar,

Na guerra dos homens, não se matam pessoas,

Matam-se uniformes, bandeiras, ideias, razões,

Na guerra urbana nem isso podemos enfrentar,

Pois o mesmo soldado da lei também tem sua participação,

A desculpa é sempre a mesma de que foi a tal perdida,

Que acha sempre uma vítima, nem sempre envolvida,

Antes eram os trabalhadores,

Hoje são as crianças sem saber,

A maldita bala perdida que sonhos vem desmerecer,

De onde veio não importa, alguém apertou o cão,

E nisso tudo o que mais me desgosta,

É ver vidas perdidas em vão.

seal

 

 

 

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