ESTRELAS

ESTRELAS

por Cláudio El-Jabel

Ando me sentindo assim,

Luz acesa sem ter fim,

Pra onde foram as estrelas que também reluziam?

Iluminavam meu caminhar,

Hoje me sinto sozinho,

Ainda com certa energia,

A espera de algo que também não sei,

Sim,

Em verdade sabia,

Mas esqueci,

Não sei se eram as estrelas,

Que me faziam sorrir.

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FOCO

 

FOCO

 

FOCO

por Cláudio El-Jabel

 

Corra,

Venha rápido,

Ai não,

Se poste ao meio,

Para que eu possa lhe ver por inteiro,

Agora estás em minha mira,

Fascina,

Mas não se agite,

Ainda não foquei,

Estou tentando focar,

Tudo deve ser bem devagar,

Agora estou pronto,

Vou atirar o flash,

Pronto,

Capturei,

Agora sua imagem é sempre minha,

E estas cores jamais irão desbotar,

Fotografia.

seal

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O PRÓXIMO

 

O PRÓXIMO

 

O PRÓXIMO

por Claudio El-Jabel

 

Hoje acordei meio cansado,

Estava um pouco atrapalhado,

Estava meio triste sim,

Em ver tantos estragos,

Mas sei que um dia tudo passa,

E nos livraremos dessa desgraça,

E o mundo poderá em fim,

Caminhar pelo jardim,

E retomar seu desenvolver,

Voltar de novo a crescer,

E sei também que aprenderá,

Um novo caminhar,

Um dia após o outro amor,

Sem frio e sem temor,

Poder sair, se distrair,

Criar, olhar e ouvir,

E o que diria é natural,

Podemos aprender com isso,

E nos tornarmos especial,

E termos compromisso,

De usar apenas uma parte,

Saber dividir igual,

Não ter tanta hipocrisia,

E tantas coisas e tal,

Seremos tantos que meu pranto,

Não molharia nem um mortal,

Agora nosso rumo muda,

de forma não prevista,

Vocês não perderão,

O próximo de vista.

 

E para embalar…

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A FOME DO MUNDO

 

A FOME DO MUNDO

 

A FOME DO MUNDO

por Cláudio El-Jabel

 

Pego-me relembrando o passado,

Coisa pequena,

Nada assustado,

Lembro do laguinho de peixes,

Das coleções de peixinhos,

Da tentativa frustrada,

De montar um barquinho,

Lembro bem das ondas,

Das marés atuantes,

Lembro de ainda menor,

Já pegar ao volante,

Coisa que gostava e gosto,

Dirigir, pilotar,

Seja carro,

Moto,

Barco,

Máquinas,

Avião,

Sinto que respondem bem ao meu comando,

Quando falhas neles não hão,

Chego bem rápido a qualquer lugar,

Passado, futuro, presente,

Qualquer direção,

É simples de usar apertando o botão,

É simples assim,

Imaginação,

Lembro também da sala de aula,

Da professora ensinando,

Aulas de ciências,

Estava ela falando,

Do copo a janela,

Com água embebida no algodão,

Da simples semente de pé de feijão,

Crescia com pressa,

Parecia desejar sair,

E mais que depressa me pus a orquestrar,

Dar sustentação a vida daquele ser,

Do pote a terra,

Com todo cuidado,

Eu o vi crescer,

E foi apenas eu sorrir,

Logo pôs-se a florir,

De uma semente colhi cinquenta,

Ainda não entendo a fome humana,

Se o multiplicar é algo tão latente,

E olha que só plantei uma semente.

seal

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VAI PASSAR

 

VAI PASSAR

 

VAI PASSAR

por Claudio El-Jabel

Dizem que se escreve,

Quando a dor nos pede,

Dizem que se sente,

Quando a dor é presente,

No mais a dor vira companhia,

Torna-se companheira diária,

E nós nos tornamos fiéis,

Sempre tentando métodos dela fugir,

Na atual conjuntura mundial,

A dor passou a segundo plano,

O terror pelo desconhecimento tomou seu lugar,

São pessoas que mesmo sem dor vem a nos deixar,

E nós feitos baratas tontas,

Ainda temos tempo de disputar,

Um desafia o outro a tomar seu lugar,

Enquanto isso o vírus toma tino,

E com Certeza seguirá seu destino,

Vindo a nos deixar,

Tudo  passa,

Tudo vai passar.

seal

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INSTANTE

INSTANTE

 

INSTANTE

Por Cláudio El-Jabel

 

 

Não sei se falo ou calo,

Se sigo ou paro,

Não sei da cor que veem,

Não sei da dor que sentem,

Sei que somos apenas sementes,

Portadores dessa empreitada,

Viver o presente,

Cair na Estrada,

Sem se perder do passado,

Sonhar com o futuro,

Sem ter feito errado,

Sem estar no escuro,

Somos assim, meio coisa de coisa,

Onde o que percebe a presença,

Não se omite da crença,

Onde o pensar cansativo,

Premia o tempo adiante,

Nem que seja por mero instante.

seal

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INSEGURO

 

INSEGURO

 

INSEGURO

Por Cláudio El-Jabel

 

Deixa,

Sonhar em meu travesseiro,

Escalar as montanhas mais íngremes,

Mergulhar no oceano das paixões,

Procurar o amor que deveria haver,

Tentar um supor de me atrever,

Querer beijar tua boca como flor,

Não,

Em tentativas frustantes da desordem,

Onde um rompante impõe a ordem,

Onde o sonhar é permanecer,

Acordo,

E assustado me refaço,

Daquilo que bem faço,

Procurar não me atrever.

seal

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SEREI AVÔ

SEREI AVÔ

 

SEREI AVÔ

por Cláudio El-Jabel

 

Pensei que sonhava,

Mas nada,

Era mesmo verdadeiro,

Sonhava eu ao travesseiro,

Era tão fácil a locomoção,

Bastava erguer os braços,

E lá eu ia voando como avião,

Achei que podia ser super homem,

Ou sei lá qualquer outro nome,

E então bastaria apenas ter poder,

Esquece,

Ou quem sabe ter dom,

Assim acho bom,

Dom é algo que criamos,

Desenvolvemos,

Onde pensava mesmo que iria?

Não sei!

Talvez em algum local sossegado,

Onde eu pudesse lado a lado,

Resolver tanta coisa,

Melhorar a vida quem sabe,

Essa seria uma das partes,

Foi quando pensei nos tropeços,

Mas ai não há jeito,

E pensar em punir não me agrada,

Deixaria fluir o encanto quem sabe,

Afinal já estou com idade,

E esses pensamentos,

Acho que o vento levou,

Devo pensar no por vir,

Afinal soube que serei avô.

seal

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COMO TE QUERIA

COMO TE QUERIA

 

COMO TE QUERIA

Cláudio El-Jabel

Hoje estou meio vazio,

Como se vazio as vezes não fosse,

Como se tudo desse ou viesse de bandeja,

Cartas postas sobre a mesa,

Recorremos ao indecifrável,

Ao oculto espiritual,

Na busca da força ideal,

Os erros em si apareceram com maior frequência,

Misturas das culturas,

Algo de urgências,

Não dava mais para suportar meu Brasil,

Estragado, jogado aos cães vorazes,

Hoje ainda tenta viver  em suspiros,

Quando sabemos serem apenas agonias,

Brasil como tu eras e como eu te queria.

seal

 

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PROCURAS

 

PROCURAS

 

PROCURAS

Por Cláudio El-Jabel

 

Onde penso que vás,

Não estás,

Onde penso que estás,

Não foi,

Procuro-te como louco,

Perco-me entre as ruas,

Becos, desnudados,

Bares sombrios,

Cheiro de fumaça ardidas,

Não te encontro porque não queres,

Não te encontro porque te escondes,

Pelas vielas,

Pelos montes,

Onde devo estar na tua espera?

O que devo falar a ti?

Volto ao meu eu,

Ao meu mundo,

Ao meu tom,

Não te sigo,

Não mais te quero,

Ah! E como isso é bom.

seal

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