BRINCANDO COM O TEMPO

BRINCANDO COM O TEMPO

por Cláudio El-Jabel

Há sempre um dia após o outro,

O tempo passa e quase não se tem tempo,

Então marcamos tempo,

E mesmo agendado ele escorre,

Não temos como contê-lo,

Ele é solto,

Por si mesmo ele o é,

Tempo de se ver,

Tempo de se ter,

Tempo de sonhar,

Poder estar em algum lugar,

Tempo de ter sorte,

Quando por um simples momento driblamos a morte,

Tempo de ser certo,

Quando algo é por completo,

Tempo de ser justo,

Onde se deve ser robusto,

Tempo de esperar,

Quando se está em algum lugar,

Tempo de fazer,

Quando te ajuda a crescer,

Tempo de olhar,

Quando se aprende a observar,

Tempo de ser gentil,

Com a pátria amada Brasil,

Tempo de escrever,

Quando se tem alguém para ler,

Tempo da oralidade,

Essa então deve ser dita com propiedade,

Tempo da razão,

Diria ser a que dá as mãos,

Tempo de construir,

Seria o motivo de estar aqui,

Tempo da memória,

Nunca deve ser preenchido apenas com glória,

Tempo de caminhar,

Sempre pelo lado da verdade,

Tempo da idade,

Seu acervo de memória esgotou,

É o tempo de passar o tempo,

E refazer os passos de tudo aquilo que acertou.

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DORES DA VIDA

DORES DA VIDA

por Claudio El-Jabel

Dor,

Dor que dói por dentro,

Dor de se ter sentimento,

Dor natural,

Aquela que atinge a qualquer mortal,

Lidar com a dor é algo constante,

Muitas vezes meio sufocante,

Meio intenso,

Algo que pensamos ter ficado por dentro,

Mas é apenas uma dor,

Uma dor que passa,

A dor de se saber que vivemos,

Que a vida, ainda é cheia de graças,

Curamos a dor principalmente com a respiração,

Assim aliviamos o nosso coração,

Colocamos outras coisas a frente,

Coisas bem diferentes,

Usamos nossas melhores imagens,

Assim o mais que podemos ter são saudades,

E fazemos isso exatamente para fugirmos da dor,

Porque a dor em si é um pesadelo,

Algo que não se encaixa em nossa doutrina,

A vida é rapina,

Nos espreita a cada momento,

Cada esquina,

O jeito é se deixar ir,

Erguermos nossas velas ao vento,

E deixamos que nossa vida continue,

Parando de porto em porto,

E vivendo dessa vida todo o amor,

Toda aventura,

E todo seu gosto.

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A CODIFICAÇÃO DE DEUS

A CODIFICAÇÃO DE DEUS

por Cláudio El-Jabel

Sim é bem difícil de explicar,

Mas que ela há, ela há,

E onde você pensa em procurar?

Ela está codificada e espalhada a sua volta,

Está no verbo,

Através da oralidade, da música, dos sons naturais,

Seja no som da cachoeira, ou no canto dos pardais,

Ela está no nascer e pôr do Sol,

Ela está no sustenido e no bemol,

Entre a nota natural,

Criando o equilíbrio e a harmonia,

Quem diria,

Ela se encontra no deserto escaldante,

E nos frios de montanhas arrepiantes,

Está na terra e na poeira,

Nas brumas do mar pela areia,

Está no murmúrio das ruas,

Com o caminhar estrondoso,

Está no quebrar pedras para construir,

E no movimento do trem a partir,

Está na sirene das ambulâncias,

Levando o resgate e a esperança,

Está nas noites de Luar,

Nas estrelas a brilhar,

Está nos pensamentos humanos,

Nas escolhas que fazemos,

Sejam elas tortas ou retas,

Ela não manifesta uma meta,

Está no conhecer e se maravilhar,

No querer sempre voltar,

Está no cheiro da lenha queimada,

E até na comida estragada,

Está na dor da topada,

E no prazer do por nada,

No colher das coisas bem feitas,

E no acerto das mal feitas,

Não há abandono da codificação,

Em tudo estará inserido,

Seja no homem que cumpre com a lei,

Ou nos que chamamos bandidos,

Não há certo nem errado,

Há ato efetuado,

E se colhe exatamente o que se semeia,

Se cuidares bem dessa lavoura,

Terá pela vida inteira,

Ainda há muito mais a rabiscar,

Muito mais demonstrações,

Mas creio que o pouco que falei, já é suficiente,

De resto deixo o pensar de sua mente.

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PERCEPÇÃO

PERCEPÇÃO

por Cláudio El-Jabel

O que mais poderia?

Já vi muito nessa vida,

Já vi vários caminhos e suas chegadas,

Outros tantos ainda por desbravar,

E é por esses que ainda estou a caminhar,

Com passos mais lentos confesso,

Já não há aquela empolgação de antes,

A vida já não é mais tão distante,

Estou no final da jornada,

Na busca de meu Graal,

Na busca da paz espiritual,

Na busca de entender como passar o bastão,

E influenciar essa nova geração,

Parte de meu DNA,

Só em olhar e observar,

Ainda é uma das poucas coisas que me encanta,

Ver parte de mim quando criança,

Mas quero sim também deixar tudo mastigado,

Como no provérbio Bantu, “quem cai no buraco, alerta o próximo”,

É assim que também gosto.

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UM PÁLIDO PONTO AZUL

UM PÁLIDO PONTO AZUL

por Cláudio El-Jabel

Quem disse que planetas não têm ciúmes?

A maior prova está ai na imagem,

Bastou se falar em colonizar Lua e Marte,

E eles rapidinho vieram se apresentar,

Olá muito prazer,

Gostaria de me conhecer?

É parece que já ouviram falarem de nós,

Somos daqui do sistema também,

Esse de aros circulares é Saturno,

Sempre vive perdendo seu turno,

E eu o grandalhão me chamo Júpiter,

Não somos amistosos com a vida terrena,

Mas também já sabíamos que não valeria muito à pena,

Veja só do que adianta essa Terra que é tão linda,

Vocês a tratam com descaso,

Sem dó nem piedade,

Olha que ela já é uma senhora de idade,

Muito bela por sinal,

De lá percebemos apenas um pontinho azul,

Única até com esse tom,

Agora diga-nos o que observam em nós,

Como podem ver beleza se vivemos de forma tão agressiva,

São ventos que sopram,

Gravidades enormes,

Pra não falar dos ácidos que nos envolvem,

Esqueçam e cuidem da Terra,

 Ela sim é a mais bela,

A perfeição desse sistema,

Tanto que já virou até poema.

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NOVA ERA

NOVA ERA

por Cláudio El-Jabel

Antecipação,

Por eu saber o que me espera,

Já tenho visão de meu futuro,

Retornarei, mas não mais aqui,

Será um novo mundo que acredito,

Todos deverão seguir,

Será uma nova era,

Um novo pensar,

Por incrível que pareça,

Seremos um futuro de nós,

Aqui desse planeta,

Não sei se haverá lembrança desse passado,

Ou se na grande viagem tudo será apagado,

Viajaremos em grupos de centenas,

Vagaremos por duas gerações,

Os que chegarão, serão os netos,

E em suas viagens estarão aptos para o recomeço,

Na certeza de não virarem tudo ao avesso,

Somente o que é importante será ensinado,

As insignificâncias humanas não mais existirão,

Não haverá lugares para disputas,

Pois cada qual terá seu lugar,

O trabalho será conjunto,

E todos sempre se reunirão para pensar,

Devem obter contatos com certeza,

Mas também serão civilizações de luz,

E o que será da natureza?

Um local isolado e de estudo,

Não se terá contato direto e permanente,

Apenas para estudos e tão somente,

As naves e bases serão enormes,

Serão cúpulas ambientadas,

Pois não haverá problemas de poluição,

Tudo será muito bem controlado,

E todos terão sua missão.

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MORTE DO PLANETA

MORTE DO PLANETA

por Cláudio El-Jabel

O som que se tem na mata,

É o som da natureza,

Pura ela eleva o espírito,

E sem correr riscos,

Sempre procuramos um local sossegado,

Com riacho correndo,

Com grande árvore sombreando,

Mas qual a ligação que temos com a natureza?

Todos já pisaram em grama,

É eu sei que bacana,

Todos já ouviram pássaros cantar,

É de alegrar,

Todos já observaram as águas do riacho correndo,

Se perguntados dizem, sim eu me lembro,

Até mesmo o aroma alguns sabem descrever,

Mas parece que não é o suficiente para crescer,

A natureza clama,

Ela na verdade berra,

E grita aos quatro ventos,

Vocês estão matando o planeta Terra.

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A NOVA ARCA DE NOÉ

A NOVA ARCA DE NOÉ

por Cláudio El-Jabel

Ao nascer o Ser está antenado,

Ele olha observa e escuta a tudo,

Começa a decifrar o comportamento e a linguagem,

Afinal ele pretende dar uma boa imagem,

Sim a personalidade já nasce na criança,

Pequenina não demonstra, pois não tem os motivos implicantes,

Assim que começa a tê-los, também começa a desenvolvê-los,

Apurando seria o termo melhor,

Fazendo-se entender naquilo que quer e gosta,

Seus olhares lhe seguem todo o tempo,

Seus sorrisos são para adoçar seu coração,

Entendem mais de psicologia do que pensamos,

Quem diria, exclamamos,

E assim segue a vida,

Com eles crescendo e acrescentando a cada dia algo novo,

Orgulho de estarem bem,

Satisfação da inteligência percebida,

O prazer de nascer uma criança,

A paixão de ter lhe dado a vida,

A humanidade então caminha,

Certa de que sempre terá seus descendentes,

Estamos preparados para o próximo passo,

O espaço,

Local ainda alucinante,

Totalmente cruel com a vida que conhecemos,

E mesmo assim o norteio nos domina,

Quase que determina o continuar,

Nossa tribo humana terá de mudar,

Indiferente do que fizemos ao nosso planeta,

Ele está morrendo,

Sua morte é bem lenta e teremos ainda muito tempo,

Mas ele morre e com ele organismos essenciais,

O que podemos e devemos fazer é ajudar nossos parceiros,

Recriando a lenda da arca de Noé,

Só que dessa vez não será barco,

E sim uma frota de grandes naves no espaço,

Dali darão nosso salto ao desconhecido,

Sobrevivendo a cada dia, cada instante, cada momento,

Viajando bem próximo a velocidade da luz,

Na busca de novo porto, novo planeta,

Mesmo que seja necessário terraformar,

E nele que nossos tataranetos irão estar.

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VOLTAR A SER CRIANÇA

VOLTAR A SER CRIANÇA

por Cláudio El-Jabel

Faz de conta,

Apenas uma vez,

Faz de conta,

Seria algo muito bom,

Traria paz ao coração,

Afinal não seríamos todos irmãos?

Então o que espera?

Faz de conta,

Estamos em uma nova era,

De nada adianta essa guerra,

Ela mata e fere somente,

Pensa em outra forma,

Acorda,

Haja com o pensamento futurista,

Não se deixe afetar na preguiça,

Acorda Vladimir,

Acorda Zelensky,

Vocês semeiam o ódio entre gentes,

Então faz de conta,

Faz de conta que ainda somos criança,

Vamos fingir que nada disso é a vera,

Vamos partir para outra esfera,

Se espera,

O povo morrendo,

Sofrendo,

O mundo pisando em ovos,

O perigo da paciência acabar,

Ai sim, todos teremos pouco tempo pra chorar.

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POVOANDO MARTE

POVOANDO MARTE

por Cláudio El-Jabel

Ainda em tempo,

Gostaria de perguntar,

Como farei para passear contigo,

Afinal, ficamos amigos,

Não sei, mas algo me diz que há mais entre nós,

E para isso não quero que fique apenas numa voz,

Devemos sim assumir junto à federação,

Se é que há alguma não sei,

Mas poderia muito bem haver,

Seria interessante saber,

Imagino o que fariam se eu contasse,

Que aqui vivemos em guerra na verdade,

O amor das pessoas é algo que se esgotou,

Ninguém mas quer saber de ninguém,

Tornou-se um deus nos acuda,

Julgam a vida como algo banal,

E retiram a mesma como ervas daninhas no quintal,

Gostaria muito mesmo de saber,

Se consigo em seu planeta sobreviver,

Seria o primeiro viajante das estrelas,

Olha que coisa legal,

Pelo menos aqui de meu povo,

Seria eu o primeiro,

Acredito que se souberem em detalhes,

Abriria um espaço para outros interessados,

Viajariam em naves enormes de verdade,

Coisa que já se planeja, mas para perto,

É ainda uma vontade,

Mas há interesse em povoar o planeta Marte.

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