NATAL 2018

NATAL NO DESERTO

 

NATAL 2018

por Cláudio El-Jabel

 

 

Chega fim de ano no mundo em geral,

E lá vem a mesma ladainha de se desejar o “Feliz Natal”,

Não digo que seja tolice,

Jamais afirmaria porém ser tradição,

Esse ano no entanto pensei diferente,

Preferi pincelar artigos de estudo,

Meus pés já caminharam muito,

Muito tempo atrás,

Onde a grande maioria dos homens,

Nem se lembram mais,

Andei sim em desertos,

Andei pelos mares,

Pronunciei em várias bocas,

Frutas doces de meus pomares,

Sou mais que uma simples imagem,

Sou muito mais que uma religião,

Vejo homens que criam conflitos,

Sem nem mesmo terem prestado atenção,

Com minha humilde oferta,

Deixo meus verbos escritos,

De diversas formas que estudei,

E ví tudo adiante,

Deixo a todos o que considero ser,

O VERBO importante.

 

 

BUDISMO:

Citações de Siddharta Gautama (Buda)

“Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.”

 CRISTIANISMO:

1 Coríntios 13:4

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.

HINDUÍSMO:

Fala Krishna: Em canto II na revelação da verdade.

“O verdadeiro Ser vive sempre. Assim como a alma incorporada experimenta infância, maturidade e velhice dentro do mesmo corpo, assim passa também de corpo a corpo – sabem os iluminados e não se entristecem.”

JUDAÍSMO:

A Torá declara no seguinte versículo (Tsedacá)

(Devarim 15:7,8)

“Se houver um carente entre seus irmãos, numa de suas cidades, na terra que D’us deu a vocês, não endureçam seus corações nem fechem a mão a seu irmão carente. Vocês definitivamente devem abrir suas mãos e lhe emprestar o suficiente para o que lhe faltar.”

ISLAMISMO:

107ª SURATA – “AL MA’UN” (OS OBSÉQUIOS)

“AL MA’UN”
(OS OBSÉQUIOS) 

Revelada em Makka; 7 versículos, com exceção dos quatro últimos versículos, que foram revelados em Madina.
107ª SURATA

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.

1 Tens reparado em quem nega a religião,

2 É quem repele o órfão,

3 E não estimula (os demais) à alimentação dos necessitados.

4 Ai, pois, dos praticantes das orações,

5 Que são negligentes em suas orações,

6 Que as fazem por ostentação,

7 Negando-se, contudo, a prestar obséquios!

 

TAOÍSMO:

Lao Zi/Zhuangzi

“Como a água, quanto mais elevado o bem, mais benefícios espalha, e contudo penetra em lugares escuros que os homens desprezam.”

ESPIRITISMO:

Allan Kardec

“O mundo está cheio dessas criaturas que têm o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são brandas, desde que nada as aborreça, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, transforma-se em dardo peçonhento, quando estão por detrás.”

 WICCA:

“Grande Mãe, que eu tenha hoje e a cada dia força dos Céus, a luz do Sol, o resplendor do Fogo, o brilho da Lua, a presteza do Vento, a profundidade do Mar, a estabilidade da Terra e a firmeza da Rocha.

Que assim seja e assim se faça!

Abençoado seja!”

ROSÆ CRUSIS:

Citando Hamlet, Ato I, Shakespeare (1564-1616) ensinou: “Há mais coisa no céu e na Terra, Horácio, /do que sonhou em sua filosofia”.

ainda…

“A felicidade acontece quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia.” (Mahatma Gandhi 1869-1948)

SEICHO-NO-IE: (Sutra sagrada)

Kanro No Hou – Palavras do Anjo

Em Realidade

“A realidade não tem princípio nem fim, não se extingue nem morre; por isso, a Vida também não tem princípio nem fim, não morre nem desaparece.”

MAÇONARIA:

“Dentre todas as sociedades, nenhuma há, mais nobre e mais estável, que aquela em que os homens estejam unidos pelo amor.” (Cícero)

ILLUMINATTI:

“Existem duas histórias, a oficial, enganosa, que ensina ad usum delfini, e a real, secreta, no que estão as verdadeiras causas dos eventos: uma história vergonhosa.” (Honoré de Balzac, escritor francés) do livro de mesmo nome de Paul H. Koch.

“Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião.” (Abraham Lincoln)

ANCESTRALIDADE AFRICANA (Ògbóni – Ilé-Ifè):

 A fi ọ́ jọba ò ńṣàwúre o fẹ́ jẹ Ọlọ́run ni?

Tradução livre por Kambami – Você é coroado rei e mesmo assim ainda reza e mantem amuletos, acredita que possa tornar-se Deus?

 ANCESTRALIDADE AFRICANA (Nganga – Bantu)

J.D. Cordeiro da Matta 1891, Jisabu.

Kuba ki kutexi ê, kuenda ki kujimbiril’ê, kala ‘xi ni uambelu uê, uendela uene umoxi.

Dar não é desperdiçar, andar não é perder-se, cada terra com o seu modo de falar, o andar é o mesmo.

HO’OPONOPONO:

Morrnah Namalaku Simeona

Se eu, minha família, meus parentes e antepassados, ofendemos sua família, parentes e antepassados, em pensamentos, fatos ou ações, desde o início de nossa criação até o presente, nós pedimos o seu perdão.

Eu sinto muito

Me perdoe

Eu te amo

Sou grato

ÁSATRÚ (ODINISMO): – Tradicionalismo Religioso Nordico Pre-Cristão

Salve Oh Terra, Mãe de Todos!

Possam teus campos aumentar e florecer,

Tuas florestas crescerem e se espalharem,

E que tuas aguas corram puras e livres.

Aceite minhas oferendas, Oh Terra Mãe.

Mantenha adiante o que é bom, e que provem sustento

Para cada coisa viva.

Odin, andarilho longinquo, conceda-me sabedoria,

Coragem, e vitória.

Amigo Thor, conceda-me tua força.

E que ambos estejam comigo.

ZOROATRISMO:

Zaroastro/Zaratrusta

“Que sua mente seja a principal de seu voto; que sua alma seja a principal de seu voto; e que você viva na alegria de sua alma todas as noites de sua vida.”

Vd. 18,27

 

(…………..,

 

Em suma tentei trazer ao máximo e com muita cautela,

Toda a parte que compreendi ser boa de cada uma delas,

Mas não se enganem,

Todas sem excessão se agridem em entrelinhas ou se atacam diretamente,

Pois nenhuma delas é a perfeição do verdadeiro VERBO,

Apenas fragmentos que nos chegam a mente,

Ainda e com respeito as palavras ditas,

Trago um pouco do fragmento meu,

Não por vaidade e sim por prazer,

Mostrar como vejo o mundo,

E como ainda desejo crescer.

 

Quanto mais desvendamos o inexplicável, mais nos aproximamos de nós mesmo, de nosso Ser.

seal

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EM TEMPO

EM TEMPO

EM TEMPO

por Cláudio El-Jabel

 

Após a ficção ou o fictício,

Lembrei-me que mesmo nele pode haver o real,

Então não foi em vão o conselho a Anabela afinal,

Falando de tudo um pouco,

Ou mesmo quando tentamos trazer de dentro,

Tudo o que sentimos,

Tudo o que percebemos,

E esbarramos no que chamamos de tempo,

Muitos dizem tê-lo as sobras,

Outros tantos se dizem não o tê-lo,

Em verdade a grande maioria assim o prefere,

Usam-no como desculpas,

Parece que vivem para seu ego,

Seu umbigo,

E por mais que tentemos mostrar outra forma de ver a vida,

A vida a eles é corrida,

É tudo o que podem ter,

Tudo que podem usar,

E descartam qualquer coisa,

Sem nem mesmo quererem olhar,

Seja uma flôr, um passarinho,

Uma nuvem, paisagem,

Uma pessoa apenas de passagem,

Que pede a sua atenção,

Se viram, se torcem,

Tamponam os ouvidos,

Fecham seus olhos,

Ou pior, tiram selfie da desgraça alheia,

Será que só eu vejo pessoas assim?

Ou estaria falando besteiras?

seal

 

 

 

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CONSELHOS  PARA  ANABELA

CONSELHOS PARA ANABELA

 

CONSELHOS  PARA  ANABELA

        por Cláudio El-Jabel

 

 

Estalos de lembranças,

Coisas que me fazem trazer,

Trazer a memória, o passado,

Do que não se deve esquecer,

Por lembrança qualquer,

Em memória me veio,

Lembrar do tempo do curso,

Onde sempre me dei por inteiro,

Hoje não afirmo ser mestre,

Não cheguei a esse título incomum,

Sou apenas o pequenino,

Sou apenas mais um,

Por sorte guardei com carinho,

Esse exercício que fiz,

E achei-o junto a tantos outros escritos,

E o ressuscitei ao atual,

Aprender o Tarot,

Assim como vários outros oráculos,

Me deixou mais perto de Deus,

Me retirou quase todos os obstáculos,

Nesse exercício pedido,

Lembro-me bem o lado obscuro,

Mas com um certo talento,

Pude pular esse muro,

E a menina Anabela,

Que tanto sofria na ocasião,

Lhe trouxe com clareza de leitura,

Uma grande solução,

Veio após o aconselhamento,

Uma prosa em poesia,

Dando o desfecho perfeito,

E confesso que com maestria,

Disse na prosa para a menina bela:

 

“E ainda faria para ela uma prosa.

 

Anabela tu ainda tão jovem e tão bela,

E já a sofrer por amor, que dissabor,

 

Siga o conselho do ermitão,

Faça de sua vida felicidade e alegria,

Procure um rapaz de altivez e correto,

E tenha com ele muitos filhos,

Pois isto é que é uma família de certo.

 

Não tenha medo na escolha,

Faça-a com seus pés no chão,

E deixe expressar toda a delicadeza,

Que com certeza irás encantar outro coração.

 

Quem sabe isso não lhe foi uma dádiva,

Para que entenda e aprenda com a vida,

Antes de emprenhar-se desapercebida,

Com quem não tem preocupação.

 

Família é algo sério, devemos ter sempre em mente,

Não se faz um filho por impulso, nem tampouco por ocasião,

Escolha bem outro parceiro e veja primeiro sua posição,

Filhos são ocorrências do amor, do respeito recíproco e da união.

 

Desejo a você sucesso em sua jornada,

E como seu consultor me despeço,

Não sofras Anabela, por um nada,

Seja apenas feliz, é o que te peço. ”

 

Obs – Este poema faz parte da resposta fictícia a personagem Anabela conforme a apresentação das cartas acima na imagem e ao pedido da Mestra.

Uma lembrança, uma saudade, um carinho aos Mestres Julieta Silva, Geni Mafra Souza e ao Mestre Joca (Mistério).

seal

 

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VISÃO II

VISÕES II

 

VISÃO II

por Cláudio El-Jabel

 

 

Mudo de lugar,

Mas não perco minha paixão,

De tudo que posso respirar,

Olhar ou por minhas mãos,

É verdade que sei bem disso,

Também é verdade que adoro ser assim,

Como sempre digo,

Sou puro, mas não ingênuo creio eu,

Pois não posso afirmar tal proeza nessa vida atual,

Há muitos espertos,

Pessoas diferentes,

Sem coração é verdade,

Mas ricas de mentes,

Tento ser eu mesmo,

Me embreagar nas visões,

Respirar o que acredito ser a vida,

A mãe natureza dona de minhas paixões,

Sempre que saio me posiciono a observar,

Uma viagem que era para durar trinta minutos,

Torna-se uma excursão de duas horas ou mais,

O tempo em si não me cobra,

Pois dele já o cobrei demais,

Nem sempre o que vejo consigo registar em foto,

Mas em visão esse arquivo já tornou-se astronômico,

Algumas coisas até pesquiso,

Outras se tornam missão de decifrar,

É quando percebo a grande vantagem em estudar,

Aprofundar-se naquela matéria,

Para não confundir micologia,

Com outras ideias.

seal

 

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FELICIDADE INOCENTE

FELICIDADE INOCENTE

 

FELICIDADE  INOCENTE

Por Cláudio El-Jabel

 

De tanta coisa que escrevia,

Pouquíssima coisa guardei,

Passaram por mim feito chuva que caia,

Que batem e escorrem por onde nem sei,

Assim como lágrimas de choro,

Que o tempo enxuga após o transtorno,

E fico pensando na vastidão dessa investida,

Nesse oceano de possibilidades,

Alguns que nem ao papel chegaram,

Mas muitos ainda o são somente na oralidade,

Hoje penso ao contrário daquilo ao qual acreditava,

Sabia eu que a vida em sí era magia,

Mas como muito se falava e pouco se fazia,

A mente da criança apenas imaginava,

Tudo aquilo que pelos olhos não se via,

A criança ainda existe,

Fica guardada mas não se esconde,

Volta e meia ela aparece,

Dá seu ar da graça,

Tropeça,

Palhaça,

Mas poucos entendem,

Que ser criança não se vê pelo externo da gente,

Ser criança é algo interno da alma,

Onde a fábrica dos contos e fantasia se acalmam,

A inocência não se esconde e sim se apresenta,

Ela cre em algo maior,

Um mundo florido,

Com pássaros que cantam,

Sem ter compromisso com tempo,

Pois a imaginação de criança é como vento,

Ela sopra, se esvoaça,

Ser criança é ser feliz,

Mesmo que esssa felicidade seja de graça.

seal

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PARA HOJE

PARA HOJE

 

 

PARA HOJE

por Cláudio El-Jabel

 

Depois de uma grande caminhada,

Após ver, sugir diversas vezes aquele Sol,

Observar todo o entardecer e o precipitar da Lua,

A alma é vaga,

E por ser vaga, é nua,

Despida muitas vezes do que seria o natural,

A alma em si já se contempla,

Não necessita do diálogo,

Ela em sua significancia se adianta do finalizar,

Anuncia sem alardes o seu vir,

Sua estadia passageira, sua missão,

E para os que dela se comunicam,

Acreditam que deva ela deixar uma mensagem,

Esperamos muitas vezes frases significativas,

Ou mesmo daquela missão as de passagens,

E após todos esses anos juntos,

Ao ler naquele olhar de despedida,

A frase que mais me deixou exato,

Leve e livre do aprender,

Pensei até ouvir os sussuros,

Mas aprendi a letrar o que sei ver,

As palavras que esperava não vieram como pensei,

E imaginando um trabalho longo,

Onde haveria um insentivo de continuidade,

A coisa soou meio que mais para uma verdade,

A necessidade da pressa de fato existe e nos sufoca,

Precisamos sempre tudo muito rápido,

Quase que para ontem,

E no que pensei em ser para sempre,

Me veio sem virgula, sem pressa, sem medo,

Para hoje,

Sim a mensagem foi, para hoje,

O ontem já passou,

O amanhã poderá nunca existir,

Para hoje é o saber,

A sabedoria que nos faz sorrir.

seal

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COLETOR, NÃO SERVO

COLETOR NÃO SERVO

 

COLETOR, NÃO SERVO

por Cláudio El-Jabel

 

Hoje estava eu com muita vontade de escrever,

Escreveria qualquer coisa, mesmo que fosse bobagem,

Mas é algo que vem de dentro,

Uma verdadeira necessidade,

Seja quando vejo uma paisagem,

Quando estou em determinada situação,

Ou memso quando apenas a presencio,

E fica retida em minha mente,

São os acontecimentos ou mesmo leituras da vida,

Que trazem essa nessecidade,

Como se fosse um engatinhar,

Tomei coragem hoje e fui guiar,

Não que eu não saiba dirigir,

Já dirigi e pilotei máquinas fenomenais,

O problema é a modernidade,

Que também lembranças me traz,

Confesso que carro elétrico foi a primeira vez,

Mas para espanto de meu filho eu já sabia,

Como se ao me ligar com a nave,

Tudo dela eu já conhecia,

Ninguém em sã cosnciencia teria lembrança de futuro,

Visão de algo que já ocorreu,

E comigo acontece isso demais,

Já tentei tudo que possam imaginar,

Mas nem terapia, nem os que se dizem doutorados,

Me deram uma explicação condizente,

Tive que me aceitar assim mesmo,

E tentar ao máximo não exteriorizar,

Se sei que algo vai ocorrer,

Fico como se fosse proibido em dizer,

E alguém me perguntaria como já o fez por diversas vezes,

Se acredito que alguém me controla,

Se ouço vozes a me dizer o que devo fazer,

E o que eu faço é apenas mirar nos olhos,

Acreditava que isso fosse o que basta para se entender,

Mas tá difícil essa comunicação,

Quero alguém de meu tempo,

Preciso de alguém que me entenda,

Saiba se comunicar de forma clara,

Saiba olhar nos olhos e perceber quase que em telepatia,

Pois meu verbo quando fala,

Nem sempre fala em alegria,

Não sou pessimista, longe disso pensar,

Mas com tantas visões que já tive,

É muito difícil acreditar,

O que me resta como acredito a um mortal,

É seguir nessa relação de fé que tenho,

Sadia, sem dogmas, sem discriminações,

Uma fé de apenas agradecimento,

Por tudo que sinto, percebo e me alimento,

Nada escapa de minha percepção,

Toda essa riquesa que a mim se apresenta,

É algo sim já planejado,

Não há como ser diferente,

Nada o é por acaso,

Tudo já é algo escrito,

Que acredito seria um grande desperdício,

Se fosse apenas para saciar meu ego,

Então me coloco como um Ser, não como um servo,

Um transferidor de informação,

E me disponho sem medo a desbravar toda essa imensidão.

seal

 

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QUEM É INVENTOR DE QUE?

 

QUEM É INVENTOR DE QUE

QUEM É INVENTOR DE QUE?

por Cláudio El-Jabel

 

Olha a gente le e no meu caso tento entender,

Tudo bem todos já perceberam o sinal abaixo das poesias,

O tão famoso Copyright ©,

É mais uma ilustração que necessidade,

Já com minha idade aprendi que nada nos pertence,

A não ser nossos atos,

O resto são enfeites,

Modismos sociais,

Ou mesmo a tão bajulada lei,

Aquela mesma que ninguém segue mais,

De verdade não quero bater de frente,

Não quero gerar polêmicas,

Apenas me vejo em meu direito de comentar,

Mesmo sem afirmar ser dono de verdades,

Mas autoral com a idade que a humanidade tem,

Não sei nem se poderia afirmar,

Afinal mesmo eu estando lá,

Sim quando tudo começou eu participei,

Não me lembro de quem era,

Nem mesmo por onde andei,

Se fui lider de algo,

Se fui escravo de lideres,

Mas estava lá,

Quando aquela primeira macaca me beijou,

Foi amor a primeira vista,

Que me desculpem os descrentes da evolução,

Mas até a conversa de macacos é tudo uma piada,

Não somos macacos é nada,

Muito menos donos de idéias,

Somos acumuladores de informação,

E aquela coisa que fizeste e percebi que dava para melhorar,

Nem pensei duas vezes e me puz a trabalhar,

De balão, fiz um avião,

De avião transformei em foguete,

De foguete montei uma estação,

E agora lá de cima fico contemplando,

Olho aqui para baixo e me pergunto,

Meus Deus!

Como existem gente.

seal

 

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LUGAR AO SOL

LUGAR AO SOL

LUGAR AO SOL

por Cláudio El-Jabel

Não sabemos,

Ou fazemos escolhas sob pressão,

Muitas vezes elas ocorrem tão rápido,

Que as ponderações são postas a segundo plano,

Reclamo,

Gosto de tudo mais lendo,

Na base do compasso musical,

Onde a harmonia das notas,

Constroem um acorde final,

A vida porém não te deixa muita escolha,

Exige sempre a primeira opção,

E se a trilha escolhida não for o ponto da vista,

Que se lancem então em suas novas conquistas,

De certa forma e vendo pelo lado bom,

Não há aquela zona de conforto,

Afinal ninguém joga sabendo se o bilhete é premiado,

Todos se utilizam de palpites,

De esperança, de sonhos e de fé,

Vai que rola a sorte e te olha com olhar apurado,

Você só tem que de fato estar com ela ao seu lado,

É o que muitos chamam de merecimentos,

Mas poxa…ninguém nasce pra sofrer,

Todos tem direito a um lugarzinho no Sol,

E se estamos falando dessa luz de vida,

Que nos ilumine então esse Sol,

Cheio de esperança de vida.

seal

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VISÕES

VISÕES

 

VISÕES

por Cláudio El-Jabel

 

Por mais  que tentemos simplificar,

Nessa vida virtual nada nos pertence,

Ou mesmo é de nosso controle,

É a máquina quem decide  por  você.

O tempo que ela vai querer,

E assim seus contatos somem,

Desaparecem do nada,

E sem ser expert nessa jogada,

Fica sem saber o que fazer,

Chato demais essa tecnologia,

Fria,

Meu tempo gosto de dedicar aos amigos,

Sejam virtuais ou não,

De resto me perco em minha boa percepção,

Sou um observador do tempo,

E sim,

É meu melhor passa tempo,

Vejo complexidade e simplicidade em uma mesma visão,

Observo a tudo com olhos e coração,

Onde o despercebido é o que mais me chama atenção,

Foco nele e dele tento ao menos registrar,

Compartilho tudo que me permito compartilhar,

Não sou mesmo interado das leis humanas,

E sim do que meu julgo determina,

Logo, nem me venha com regras acertadas,

Não sou pessoa de estar de acordo com nada,

Tenho meu proprio ciclo,

Meu próprio reino,

E sem ser rei, também não tenho súditos,

Mas me cerco de iguais como amigos,

E nos trocamos em informações,

Em experiencias de vida,

Em detalhes pequeninos,

Assim como uma simples imagem de sapinhos.

seal

 

(Rana perezi / para o texto foi chamada de sapinhos, porém é uma rã verde muito comum em toda península Ibérica)

 

 

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