PLANOS DE PAZ

PLANOS DE PAZ

 

PLANOS DE PAZ

Por Cláudio El-Jabel

 

Ah sim, já é janeiro,

O primeiro mês de um ano inteiro,

Começamos como sempre,

Promessas,

Desculpas,

Planos,

E sonhos por se realizar,

Mas o tempo não muda,

Não sai nem foge do lugar,

Então fica aquela dúvida,

O que houve na promessa passada,

Precisou de mais força,

Não saiu como deveria,

Olha a esperança ai voltando com força,

Existe essa opção, essa sopa,

Esse momento de reflexão,

Estamos todos em um mesmo plano,

De aperfeiçoamento,

De sustentabilidade até da paz,

Algo que não devemos esquecer jamais.

seal

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EU NO TU

EU NO TU

seal

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FUGAZ

 

FUGAZ

FUGAZ

Por Cláudio El-Jabel

 

Diga sobre o tempo,

Fale-me das coisas,

Pronuncie sua voz,

Melodica e suave,

Como cantos de rouxinóis,

Entre grave e agudos estridentes,

Como um nascer resplandescente,

Como o frescor a desbotar,

Fale bem em tons rompantes,

Que dessa vida adiante,

Escutarei muito mais,

Rompa,

Mas rompa na Certeza,

Que desse canto ou beleza,

Sua vida é fugaz.

seal

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ALMA PENADA

 

ALMA PENADA

 

ALMA PENADA

Por Cláudio El-Jabel

 

Isso de fato é uma história,

Triste por sinal,

Um Ser digamos assim,

Acima do que seria normal,

Não entendia bem sua posição,

Seu conceito e dissuasão,

Nem o que pretendia de fato,

Dissertando sua opinião,

Sempre dizia,

Se vangloriava do que pensava ser,

E as pessoas a sua volta,

Uma a uma a morrer,

Parece que não sentia,

Parece que fingia não sentir,

Não posso afirmar,

Até que chegou sua hora,

E adivinhem quem o veio buscar.

seal

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FAGOCITOSE (Reblog2)

FAGOCITOSE

 

FAGOCITOSE

“Para um país de medíocres e uma governança cega,

não diria que ainda haja tempo,

nem mesmo que o tempo que resta se acerta,

mas para quem sempre tentou passar uma visão em versos,

ver acontecer o que uma suposta bola de cristal mágica revelou a 5 anos,

é algo que amarga, desnuda e debocha,

de toda essa farsa de sacanas de bosta”. 

( Reblog de 8/12/2013)

(Reblog 27/10/2019)

Por Cláudio El-Jabel

 

E mais uma passagem de ano nos espera,

Sempre com o pensamento de ser essa a nova era,

Ficamos ao marasmo após nele entrar,

Nada muda e continua tudo em seu lugar,

Parece trilha de filme com roteiro definido,

Nunca alavanca nada de novo,

Apenas vemos a multidão crescer,

Sedenta de fome, de sede, de sexo e de drogas,

Uma população perdida para seu futuro,

Onde pensam eles viver o presente é mais seguro,

Um planeta belo que tinha tudo para dar certo

Mas em um teste errado apareceu o humano,

Pior que o vírus que lhe afeta,

Eles definiram sua mira mais certa,

Aproveitar o que der para empilhar,

Cavar o solo na procura do maldito petróleo,

Fator principal de nossa destruição,

Ainda o nomeiam de diamante negro,

Onde nesse único episódio é o que causa mais frisson,

Sem ele nada funciona nada acontece,

Parece até que sem ele tudo padece,

Por ele muitos se matam,

Invadem, destroem, violentam,

Nada temem nada os afetam,

Apenas o vício do poder desse maldito óleo,

Feito dos restos mortais de outros seres,

Parece muito com um filme de terror,

Onde zumbis comem gente,

E no maldito óleo negro de carnes,

Nos mostra a cara de frente a verdade,

Somos vírus de fato que a tudo consome,

O que nos irá levar ao que já sabemos decor,

Sumirá o homem consumido por si mesmo,

Em uma fagocitose impressionante,

Gente comendo óleo e óleo comendo gente.

seal

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MEMÓRIA

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MEMÓRIA

por Cláudio El-Jabel

Qual é a mais bela memória?

Não adianta mudanças locais,

Tudo que precisamos é apenas de pausa,

Nossa respiração é rápida demais,

Deixa muitas vezes até o que amamos para trás,

Num pensamento de pausa, pensamos em parar,

Para dar tempo de olhar para trás e verificar,

Mas o que passou já passou,

O tempo não deixa curar,

Devemos então restaurar o momento atual,

Criar forças para seguir,

Sem mesmo ficar fugindo do passado,

Olhar para frente e ver a janela abrindo,

Continuar mesmo assim seguindo,

Quem sabe se não encontraremos tudo de novo,

Numa vida desigual,

Onde o contrário se inverta,

E as lembranças que tínhamos,

Se fechem em uma suposta gaveta.

seal

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ESPÍRITO JOVEM

ESPÍRITO JOVEM

ESPÍRITO JOVEM

por Cláudio El-Jabel

Sabe quando erámos jovens,

Não tinha medo de falar,

Não tinha medo de olhar,

Parece que tudo que podemos descrever é negar,

Sim a juventude assim nos forma,

Somos os donos das verdades,

Nem que sejam as que pensamos,

Somos donos de nossos narizes,

Mesmo quando alguns não sabem onde os enfiam,

Somos donos dos nossos bairros,

Tudo que há neles é de nosso controle,

Conhecemos e somos amigos do seu Nasife, das esfihas,

Também do seu Manuel, do botequim,

Do seu Silva, lá, do açougue,

Do veterano Raymundo, do Trailer Via Onze,

Da Cláudia e seus papos de Ufologia,

Da Beth e sua fama,

Do Mestre Savitre, descrevendo Dalai Lama,

Das Matas que antes invadiam nossas trilhas,

De tantos outros amigos das pescarias,

Daquele aperto no peito de quem deixamos pra trás,

De tudo aquilo que sabemos, não voltaram jamais,

Cada respirar e espirar que trás como efeito a memória,

Daquelas noites, ditas perdidas,

Mas em verdade eram cheias de histórias,

Dessa nossa vida medíocre que sabemos ser,

Nascemos com tanta vida e inspiração,

E o caminhar já não é com tanta determinação,

Ao olhar para esse céu imenso de estrelas,

E perceber que nada mudou durante nossa passagem,

Tão curta,

Tão rica,

Que tempo é esse meu Deus,

Que não caminha na mesma idade,

Minha mente ainda é criança,

Meu corpo já mais de metade,

Tentei de todas as formas esperar,

Mas a bendita célula não me escutou,

Minha mente ainda anda tão cheia,

E meu corpo já esvaindo-se da tenacidade,

“Mens sana in corpore fessi robore”

E nem sei de minha hereditariedade,

Vejo em meus filhos outros seres,

Vejo muita coisa minha neles sim,

Mas não faço milagres,

Cada qual tem lá sua verdade,

Chamam-na de personalidade,

É legal ver essa diversidade,

E ao mesmo tempo, tenho medo,

Estou em uma fase confusa,

Quero brigar com o tempo,

Não por me sentir sem ele,

E sim por tê-lo sempre ao lado,

Cada respiro ele respira comigo,

Assim somos Duo,

Somos dupla,

Mas eu sou uma tríade,

E Tempo o que é afinal?

Se fosse alma estaria em envólucro,

Se espírito for,

Flutuaria,

Para onde voltaria?

De onde parte?

Por quem é enviado?

Sua função sempre me deixou embaralhado,

Devo deixar que se siga então,

Deixar-me fluir nesse mar de ondas,

Onde o ondular nos faz por vezes subir,

E ao quebrar nos enche de sombras.

seal

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MÃE SEREIA

MÃE SEREIA

MÃE SEREIA

Por Cláudio El-Jabel

 

Mãe das águas,

Te espero sempre a beira,

Desse mar que me rodeia,

Dessa vontade de entrar,

Onde clamo,

Onde faço meus pedidos,

Tão sinceros e destemidos,

Sem nem mesmo lhe cobrar,

Quando clamo,

Faço em vozes bem baixinho,

Por sentir-me pequenino,

Em seu mundo beira mar,

Mamãezinha que se faz em brumas fartas,

Ao amanhecer nas águas,

Nas areias a te mirar,

Peço sempre,

Minha mãe tão protetora,

Que se lembre desse filho,

Ao qual veio abençoar,

Não te cobro muita coisa nessa hora,

Mas também lembro de outrora,

Quando a mim veio apresentar,

Seus brilhantes,

De tão brilhos ofuscantes,

Onde a noite fez brilhar,

Mãe sereia,

Onde o mar se faz presente,

Onde em respiro sente,

O seu perfume a nos banhar,

Mãe sereia,

Se te peço é com ternura,

Tome conta de teus filhos,

Em seu colo quero estar.

seal

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DÁDIVA

DÁDIVA

 

DÁDIVA

Por Cláudio El-Jabel

 

Corro, porque o tempo me faz mister,

Vejo, porque há necessidade ainda em guardar lembranças,

Ouço, pois a mente ainda se encanta nos acordes,

Penso, pois ainda me existe intelecto,

Faço de cada passo diário um documento,

Cada respiro, uma dádiva de Deus,

Cada pensamento um sonho por realizar,

Insisto que num futuro tudo se esclareça,

Brinco com as circunstâncias que nos imprime a vida,

Me atento ao futuro que por mim passou,

No passado que está por visitar,

E no presente que devo me encontrar,

Muitas vezes a dificuldade de expressar a condição,

Sem poder explicar o que se passa,

Melhor assim, deixar fluir,

A vida afinal me veio de graça.

seal

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MACUMBA

 

MACUMBA

 

MACUMBA

por Cláudio El-Jabel

 

Tem vezes que dá branco,

Branco na memória,

Pensa em algo e sai outra história,

Não ligo para esse ocorrer,

Mas que é bem gozado de saber,

Sim é,

Sempre que escrevo uso o editor,

E não é que ele deu para decidir,

Escrevo água e ele coloca fogo,

Ajusta  da maneira que lhe convém,

Os erros de concordância que tenho também,

Com isso percebo que não sou o único a errar,

Quem ajustou o programa também,

Agora deu para se confundir com o português,

Sou brasileiro não falo português,

É uma linguagem bem diferente da nossa por vez,

Nem na terrinha estou mais,

Estou em outras terras,

Mas meu note insiste em errar,

Adotou como padrão o idioma que quis,

Somente na intenção de me deixar infeliz,

Vou zerar essa máquina,

Talvez doar,

Comprarei outra pela internet,

Mandarei passar-lhe farofa e cachaça,

Somente assim ela não fica de graça.

seal

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