DÚVIDA POÉTICA


 

DÚVIDA POETICA

 

DÚVIDA POÉTICA

por Cláudio El-Jabel

 

 

Quanto vale um grito?

Um suspiro?

Uma emoção?

Quanto vale uma alegria?

Uma tristeza,

Uma desilusão?

Quanto vale o que pensamos?

Quanto vale o que sentimos?

Quanto vale o que deixamos?

Quanto vale o que sorrimos?

Quanto vale o que criamos?

Quanto vale o que queixamos?

Quanto vale o que sabemos?

Uma vista?

Um ouvir talvez?

Um esquecer de vez?

Ainda que puro,

Em nossa arte poética,

Contaminamo-nos,

Ainda que sábios,

Algo sempre se aprende,

Ainda que se veja sempre o nascer do Sol,

É sempre um espetáculo também cada poente,

Ainda que surja alguma verdade,

Nesse entrelaces de palavras soltas, jogadas ao vento,

Em linhas escritas ao bem ver sem escolhas,

Apenas um quase que deixa-las soltas,

Verificar se haverá retorno ou movimentação,

Sentir se alcançou seu objetivo,

O que encantar ou apontar,

Quase que um serviço público,

Trazer de dentro pra fora,

Tudo aquilo que a sociedade sente,

Mas por medo ou mesmo ignorância ignora,

Sem medo de pedradas,

Ser motivo de exclusão,

O poeta do povo causa impacto,

Escarna o cotidiano da vida,

Onde a omissão é outra arma bem treinada,

Por aqueles que dominam a boas falas,

E nesses sempre haverão as mentiras,

Camufladas, e defendida por outros grupos já estabelecidos,

Fazendo com que sejamos vistos como marginais da literatura,

Sem causa, sem entendimento,

Pessoas que escrevem apenas por terem seus tormentos,

Esquecem-se porém que mesmo nessa pequena verdade do tormento,

Os causadores são eles mesmos,

Que não cumprem ou mentem em afirmar o que não são capazes de formular,

De fazer acontecer,

E quando fazem é por grandes conluios de acertos amorais,

Hipocrisias,

Hábitos anormais,

Fac símiles humanos,

Abortos naturais,

Ainda que não seja tão tarde,

E por mais que o tempo perdure,

E maltrate o intelecto do pensar,

Eleições batem a porta,

E até por entender que farinha é pouca meu pirão primeiro,

Entristece-me muito em saber que essa é a máxima do povo brasileiro,

O que me resta como ainda cidadão e responsável,

É por a cara e dizer o que penso,

Por mais que minhas palavras pudessem alertar,

Sei que passam batidas sem serem de fato lidas,

E olha que facilito de uma forma prazerosa de se ler,

Sem fazer malabares ou mesmo fantasias,

Transmito o que sinto e sirvo em forma de poesia.

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Sobre KAMBAMI

Quode natura date, nemo negare potere.
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6 respostas para DÚVIDA POÉTICA

  1. Oi. Levei a imagem. Tudo bem? Você se incomoda?

    Gostei muito. Bjo.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Sim Kael, somos todos um e valemos muito, muito mesmo! Não acreditamos nisso e também isso viemos aprender aqui. Que deixaremos e levaremos somente o que tenhamos construído e conquistado interiormente. Todo o resto é só ferramenta, instrumento, um “adubozinho”.

    Sim Kael, eu sei que deveriam ser “outros 15”, mas eu não poderia deixar de te indicar ao Prêmio Dardos.

    Veja em: https://bemsabemos.wordpress.com/2016/08/09/premio-dardos-reparacao-e-agradecimentos/

    Quaisquer que sejam nossos caminhos, obrigada.

    Namastê!

    Curtido por 1 pessoa

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