ALUSÃO DIVINA


 

Ganesha

 

 

ALUSÃO DIVINA

por Cláudio El-Jabel

 

Quando procurei um local para construir,

Mirei em meu pensamento a leitura natural,

Vi na grande pedra ao fundo da floresta,

A imagem de um Deus colossal,

Ganesha, o grande Deus Hindú,

Acreditei assim ficar perto do que procurava,

O intelecto, a sabedoria e a fortuna tão necessária,

Mas aos poucos vi que o Deus alegrava,

De uns tempos pra cá tudo isso mudou,

Ganesha que antes sorria, agora modificou,

Não entendia bem o porquê,

Meu intelecto melhorava,

Junto a isso minha sabedoria evoluía,

A fortuna que queria,

Não significava ser rico e sim próspero,

Afinal quem bem labuta merece seu conforto,

E assim se deu não necessariamente sem muito sacrifício,

Alguns tropeços, armadilhas, coisas da trilha,

Superado todos os quereres percebi Ganesha mudar,

De tanto estourarem outra montanha para retirar pedras,

Os tremores afetou aquele olhar,

E para meu espanto Ganesha hoje vive a chorar,

Incomodo-me com a destruição que vejo ocorrer no local,

Incomodo-me com a devastação que insiste em seguir,

Incomodo-me em sempre abrir a janela,

E nunca mais ver meu Ganesha sorrir.

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Sobre KAMBAMI

Quode natura date, nemo negare potere.
Esse post foi publicado em POEMA e marcado . Guardar link permanente.

2 respostas para ALUSÃO DIVINA

  1. J∀K disse:

    Demais Kambami! Dá para sentir a fusão dos termos.

    Curtido por 1 pessoa

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