UM POUCO SOBRE MIM – FINAL – ABDUÇÃO – 4ª PARTE


 

Trajeto de subida

UM POUCO SOBRE MIM – FINAL

ABDUÇÃO – 4ª PARTE

 

Dando continuidade, após os eventos da nuvem, da rampa de luz e da gruta em forma de ovo o que mais poderia assustar?

Será que de fato ainda há mais algo terrível?

Já ouviram falar em RODS? Não? Então primeiro assistam.

Essa parte não deu para encurtar, mesmo porque será a última acredito. Então bastante atenção nas leituras e sem medo, estou ainda aqui, não parti.

Continuando…

Cruz Vermalha

Já com 17 anos havia também um probleminha a ser resolvido, alistamento militar que troquei por um curso na Cruz Vermelha Brasileira, onde também seria ministrado um curso de sobrevivência e catástrofes, tudo arranjado pelo meu tio e acabei sendo chamado de “peixinho”, rssss.

Ainda assim o Tte Cel Diniz do antigo 57º BIMTZ (antigo REI) me perguntou se eu mudaria de ideia caso me colocasse como ordenança. Como não sabia o que isso significava disse que não, pois mesmo que me oferecesse qualquer outra função a resposta seria a mesma, que iria atrapalhar meus estudos, enfim, meu tio já havia feito o pedido mesmo me chamando atenção por não seguir os passos da família de minha mãe que é tudo milico.

BRASÃO - 57bimtz

Livrei-me, e paguei bem caro por isso, já que fui bem castigado por não querer seguir carreira militar. Inclusive o castigo já começou lá mesmo no quartel. Tive que passar uma semana lá dentro ralando igual presidiário, por pouco não fugi pela linha do trem que passava por trás do quartel, rssss.

REI -57bimtz

Voltando um pouco no tempo…

Era comum naquela época jovens como eu e mesmo sem carteira de habilitação dirigir até a praia para namorar. E era isso que fazíamos. Andávamos pela areia e depois um cachorro quente nos Trailer. Os militares mandavam, logo bastava o famoso, “sabe com quem está falando?” E não havia Blitz que te pedisse documentos (naquela época).

Nessa de frequentar a praia a noite vi muita coisa, desde areia que brilhava até iluminações por baixo de ondas que me seguiam de um lado ao outro ou mesmo flutuando.

Não tenho medo do mar, apenas respeito. Aprendi a respeitar pelas palavras de meu pai. Tenho uma ótima relação com o mar, seja em tempos de correnteza, seja em tempos de verdadeira piscina.

Já senti estar sendo seguido quando mergulhava mais nunca deu para perceber o que era afinal, não sei se tubarões, cações de areia, ou se por polvo que anda e para e se disfarça.

Na praia mesmo o que chamam de avistamento só vi barcos e aviões, de resto me pareceu apenas sensações que não seria leviano de dizer outra coisa.

O que ocorre nas ditas visões ufológicas é exatamente que as pessoas querem porque querem ver algo e até um prato atirado ou um piscar de lanterna a distancia e já entram na paranoia. Sou bem sincero e apenas estou dizendo o que penso mesmo sabendo eu e até tendo minhas dúvidas se de fato foi fenômeno natural ou algo ainda não investigado.

Fixação de ter sido abduzido ou de ter avistado um Ovni é tanta, que há em sua quase totalidade filmes e imagens corrompidas ou adulteradas para parecer ser, vide algumas como esse saco de mercado voador e coisas mais absurdas ainda do tipo tampa de panela.

Ovni - saco voando

E por qual motivo me arrisco a afirmar isso?

Simples, como disse, participei de diversas palestras sobre ufologia na Faculdade Bennett na rua Marquês de Abrantes no Flamengo/RJ e ali além de toda parte descritiva feita por diversos ufólogos da época um deles por sinal pessoa que respeito e que foi um dos que recebeu um, “desculpa, mas não vou te levar lá” foi o Ufologista Marco Antônio Petit, fora isso, tenho conhecimento biológico e botânico suficiente para entender situações, me falta até um pouco do conhecimento psíquico para poder ter mais argumentos não para dar afirmações, mas para poder entender melhor como tudo isso funciona.

Para que se tenha uma ideia de como é um funcionamento do cérebro humano, citarei alguns exemplos, como:

– Se você está com sede, vê as chamadas miragens, oásis maravilhosos, assim também se por um motivo qualquer seu corpo estiver desidratado ou vai dormir com sede, pode ter sonhos do tipo, andando em desertos empoeirados e coisas afins.

– Se você em uma noite fria e dormindo por acidente puxa o edredom ou cobertor e seus pés ficam de fora, pode sonhar que está na neve, morrendo de frio, ou que está andando sobre as águas geladas de um riacho.

– Se por algum estado patológico esteja com febre, pode até se sentir o capeta ou em um prédio em chamas.

– Se por qualquer problema respiratório seja por cobrir a cabeça ou por entupimento das vias nasais, pode sonhar que esteja se afogando, sendo atacado por alguém e estrangulado.

Enfim como podemos entender, nosso cérebro é um criador de peças teatrais com direito a efeitos especiais.

O que aconteceu, por um lado procurei, tentei respostas fundamentadas para explicar.

Como estava acampado e com café na fogueira, poderia muito bem uma folha ou um inseto qualquer cair sem que eu percebesse e criasse um efeito alucinógeno.

Vale aqui ressaltar que há um perigo enorme nas matas exatamente por pequenos acidentes como arranhões em espinhos de plantas tóxicas, folhas, flores, frutos, e até pólen ou fungos, além de insetos que não necessariamente tenham que te picar, podem apenas encostar assim também anfíbios como sapos e pererecas. Para que se tenha uma ideia os famosos curares dos índios dependendo de cada região usavam desde cascas de determinados cipós, folhas, glândulas de serpentes, aranhas e a excreção de um tipo de sapo e aqui abro aspas e me valho de Shakespeare em seus dizeres,

“Oh! imensa é a graça poderosa que reside nas ervas e em suas raras qualidades, porque na terra não existe nada tão vil que não preste à terra algum benefício especial. Dentro do terno cálice da débil flor residem o veneno e o poder medicinal…”

(Cena III, Ato II de Romeu e Julieta – William Shakespeare, 1564-1616)

 O problema é que sempre verifico as coisas, sempre olho tudo depois, caso perceba que meu comportamento saiu do normal verifico e guardo um pouco do que consumi para caso necessite verificar em laboratório.

Bem numa dessas oportunidades não é que me bateu uma vontade danada de subir ao lago de novo?

Assim o fiz, preparei minha mochila, peguei meu 14 polegadas, feito na forja e como os jovens dizem hoje, “partiu montanha”. Mais ou menos pela trilha que fazia, 1:30hs até chegar ao ponto.

Nunca usei barraca, sempre preparei tudo com galhos e folhas, coisa bem rustica mesmo e melhor para não chamar tanto atenção.

Tinha um ponto que gostava, era perto e abaixo de uma árvore enorme (Tamboril- Orelha de Macaco- em Tupi-Guarani Timbó-Yba – Árvore de espuma) que pendia um de seus caules para dentro do lago. Era dali que eu subia e mergulhava. Muito bom.

Praticamente sempre eu ia para aquele ponto, pois já com as diversas subidas fui estudando e observando onde era mais seguro, onde havia mais frutos e onde em caso de rompimento ou enxurrada não fosse me tornar vítima, além do mais esta árvore é ótima para usar seus ganhos na confecção de jangada e sua semente como sabão natural. Quer coisa mais natura que isso?

E tem. Passamos da fase de conhecer um pouco o local e vamos ao ponto final.

Já na segunda noite acampado, céu aberto, tempo bem friozinho, afinal na mata o micro ambiente é bem diferente ao ponto de variar até em 5 graus dependendo da altitude, umidade, abertura e posição. Ali praticamente estamos em um afunilamento entre duas grandes pedras, dai o nome Pedra Branca e o lago ao meio, recebendo toda corrente de ar vinda da Barra da Tijuca.

Pedra Branca

A noite e até de dia, na mata muitos dos animais saem para caça. Nunca vi onça ali, mas sim jaguatiricas, iraras, pacas, jiboias, serpentes, teiús, cachorro vinagre, e vários tipos de macacos além de vasta variedade de cupins, formigas, insetos em geral. Fora isso alguns animais domésticos também se atreviam na mata como gatos, cachorros, porcos, patos e galinhas que pertenciam a sertanejos locais, geralmente na época caçadores que hoje são os guardas florestais do local, vai entender.

Muitas vezes a noite alguns grupos ou de cachorro vinagre ou até mesmo uma irara apareciam e reviravam tudo, mas não atacavam, pois eu sabia mantê-los afastados.

Na verdade se não ameaçamos e apenas impomos limites territoriais acabamos por nos entender, nem sempre certo, mas em grande parte do tempo. Cabeção de nego é sempre bom nessas horas de abusos, basta estourar um e acabou a coragem que tinham. O problema é o barulho que faz, para quem conhece mata, sabe que não é bom alertar sua posição.

camorim09

Começa a terceira noite, a princípio tudo me parecia bem, mesmo tendo tido eu um pesadelo que caia de um tipo de caça (avião) no lago, nuca voei por ali nem de ultra leve para saber como era visto de cima. Me pareceu muito real e estranho ao mesmo tempo. Atribui isso como algo fabricado pelo cérebro, pelo problema que havia passado na noite anterior com os saqueadores querendo revirar tudo até fucinharam minha mochila. E não pensem que só os carnívoros como cães e felinos, macacos quando se reúnem são um inferno e bem mais abusados em agressividade que os outros. Não é por acaso que somos agressivos também, rssss.

No fundo sentia sim, uma impressão de que alguém me observava, pensei em serem militares ou mesmo caçadores, mas todas as investidas que dei nada encontrei que denunciasse haver de fato alguém me observando. Até onça pensei que poderia ser, mas nada, era só intuição mesmo, acreditava eu.

Continuando, noite calma, tão calma que o sono não chegava e aproveitei para deitar e fitar as estrelas. Acabei vendo muitos meteoritos e mais uma vez cometi o erro de pensar em como seria ver, estar, enfim conhecer outros seres não terráqueos.

Rod

Há uma frase atribuída a Goethe que diz o seguinte, “Quando uma criatura desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor”. Obrigado por me lembrar, mas não havia estudado Goethe para saber disso, caso soubesse, não iria instigar o universo a conspirar a meu favor, não nesse caso.

Fui pegar no sono por entre 1 ou 2 da madrugada segundo a posição das estrelas, já que não suporto relógio. Até hoje só uso caso seja muito necessário para compor o uniforme de civilizado ou para tomar remédio. Minutos depois de eu me deitar ouvi um barulho forte como se algo tivesse caído na água do lago.

O barulho foi quase que ultrassônico cortando o ar e o estrondo de entrada na água o mesmo de um mergulho de plataforma de salto ornamental só que amplificado. Na ufologia chamam a isso de OSNIs (Objetos submarinos ou subaquáticos não identificados)

Ah, sim, houve um clarão quase imperceptível pois até eu abrir os olhos e me posicionar o brilho já estava desaparecendo.

Levantei com a lanterna na mão e só vi as ondas feitas pelo impacto. Não vi mais luz nem rastro de nada, logo acreditei ter sido de galho de alguma árvore podre, já que jacaré ali não existia, e paca não faz tanto barulho assim. Mesmo assim fiz uma ronda rápida no entorno e nada, apenas com os cabelos atrás do pescoço já meio ouriçados, não sei se por medo, receio, ou algo que sai de minha compreensão, pois logo em seguida não só os cabelos da nuca mais todo meu corpo ficou com os pelos estáticos. Achei muito estranho, permaneci mais uma meia hora acordado pensando se caia fora dali ou não, afinal queria procurar por uma nova fonte que era meu objetivo. Acho que acabei ficando tranquilo já que o silêncio reinava eu e acabei adormecendo.

4º dia e acordo cedo, enquanto coloco a água para esquentar e fazer o café que tal um belo mergulho estilo “tarzam”?

Como não havia cipó foi de ponta de galho mesmo, subi na árvore e pulei, nadei um pouco e me deu uma vontade de mergulhar no meio do lago para saber a profundidade dele.

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Aqui vale ressaltar que eu era ou sou meio louco, logo quem estiver lendo, primeiro jamais entre em matas sozinho, segundo jamais nade sozinho, terceiro jamais mergulhe em local não explorado sozinho e sem treinamento é morte certa.

Eu sempre gostei de treinar com meu pai o chamado mergulho de apneia e fui fazer logo isso em um local selvagem, sozinho e sem conhecer em detalhes o local, afinal poderia, por ser floresta, haver galhos e me prenderem. Logo jamais tenham essa atitude irresponsável.

Mergulhei, fui descendo e descendo, estava tudo interessante e no meu entender dentro do controle, pois ainda tranquilo quanto a respiração. Não sei exatamente a profundidade que alcancei, só sei que um determinado momento senti uma pressão estranha nos ouvidos e um zumbido, mesmo ainda sabendo poder ir mais fundo, me bateu um medo, pois fiquei desorientado e não via mais a luz da superfície e nem para que lado deveria nadar para subir, pois meu corpo ficou estático e estabilizado naquela profundidade. Pensei rápido para sair daquela situação e soltei um pouco do ar que ainda havia em meus pulmões para observar que direção a bolha tomaria colocando a mão para perceber no tato já que não enxergava mais nada. Orientado tratei de nadar para sair daquela situação o mais breve possível, demorei tanto nadando na volta que pensei que fosse um submarino e teria ido a profundidades abissais. Pensei mesmo que fosse me dar muito mal, mas graças a Deus cheguei à superfície no meu limite e respirei apavorado.

Descansei um pouco e fui para margem. Nem me liguei que pudesse algo ter me prendido gravitacionalmente. Não vivia mais com o que havia ocorrido em minha infância na cabeça.

A água que havia posto tanto para o macarrão como para o café já havia secado a tempo ao ponto de queimar a panela.

Pensei qual seria o tempo de evaporação em 2 litros de água e sei que não é pouco tempo, mesmo sabendo que na lenha a coisa rola mais rápido. Se tudo foi tão rápido como pode a água secar dessa forma?

Devo ter passado bem mais tempo que imaginei, depois analisando.

Quanto tempo fiquei, me perguntava?

Porque resolvi ou melhor por qual motivo me deu essa vontade louca de agir com irresponsabilidade?

O que de fato me atraiu de verdade já que na noite seguinte havia tido uma ocorrência e o natural é você não ir ao ponto e sim observa-lo ao longe.

Pensei em levantar acampamento mais uma vez e ir embora, mas acabei decidindo ficar mais uma noite e descer para ir embora já que queria ir explorar uma nascente do outro lado que ainda não conhecia.

Foi difícil chegar ao olho da nascente, mas valeu a pena ver a água brotando pura e cristalina. Aproveitei para encher os cantis, já que ela era mais pura do que a que havia do outro lado.

A noite foi chegando e tudo perfeito no meu entender. Fui dormir por volta de quase 11 horas, pois minha intensão era acordar bem cedo e fazer a descida.

Dormi, e pela madrugada acordei com sons, não de bichos e sim de ondas. Tá, até o tico e teco se ligar que, cara você esta acampado em um lago não na praia levou uma lerdeza, mas acordaram e eu enfiei a cara para fora já com a lanterna na mão mais uma vez. Olhei a fogueira e ela estava apagada, algo quase que impossível já que não chovia e sei preparar fogueira desde a infância. Estava muito frio para o céu noturno todo aberto e uma neblina bem espessa começou a se formar do outro lado do lago e vindo na minha direção.

Não me atentei ao fato, pois poderia estar entrando uma frente fria e algumas nuvens mais pesada baixado por correntes de vento ou coisa do tipo, já que não havia cheiro de queimadas, mas e as ondas, explica?

As ondas a cada aproximação aumentavam o que foi me deixando espantado, pois não havia vento. Mirei o foco da lanterna na nuvem e em pouco tempo a lanterna simplesmente apagou, balancei, abri rápido, rodei as pilhas que eram novas e nada e a nuvem se aproximando, pensei em sair dali, mas percebi que já era tarde, estava travado com as pernas e fechar os olhos jamais, morro, mais morro sabendo como ou por quem e claro não me entregaria fácil ia ser uma briga feia. Tentei pegar o facão e percebi que a mente mandava pegar e os braços assim como as pernas também não mexiam.

A nuvem foi se condensando em uma forma de bola ao meio e uma luz muito forte, mas forte mesmo, mais forte do que as lâmpadas de photo flood que meu pai tinha ainda do tempo do cinema e olha que eram fortes.

A luz só aumentava sua intensidade e não havia calor e sim muito frio. Cada vez mais frio.

A água começou a tomar uma forma estranha na borda do lago como se algo fosse sair, mas não deu tempo para ver, pois a última coisa que vi além dessa forma que a água estava tomando foi ao longe no meio dessa bola branca e luminosa uma “criatura em forma de borboleta com transparência e reluzente como água viva” e não me lembro de mais nada daquela noite.

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Acordei dia seguinte espantado e tudo estava normal até eu chegar a borda do lago para me lavar e perceber que não havia mais cabelo, não havia mais nenhum tipo de pelo em meu corpo, nem mesmo pestana ou sobrancelha. Eu parecia um boneco de plástico.

Arrumei tudo o mais rápido que pude, coloquei um casaco de capuz para esconder um pouco a careca e desci.

Cheguei em casa e minha mãe surtou, achou que estava com alguma doença e queria saber onde andei e o que havia ocorrido. Pegou o telefone e de imediato ligou para meu pai.

Fui dando uma enrolada nela para esperar meu pai, mas deixei que ela me levasse ao médico para saber o que ocorria.

Ouvi algo como acho que é alopecia areata e se reuniu com outro e mais outro, enfim, já haviam uns 4 e sem saber direito o que fazer além de colher exames.

Os médicos não diagnosticaram nada, apenas um pouco de queimadura na pele da cabeça e das mãos, não por calor e sim queimadura de frio.

Voltamos pra casa com medicação prescrita e trocentos exames para serem feitos.

Esperei meu pai e para ele contei primeiro o que havia ocorrido, ele me auxiliou a abafar um pouco o assunto para não criar foco e nem apavorar minha mãe e me levou primeiro nas Pioneiras e depois ao Ray Honório no Instituto Oswaldo Cruz para exames.

Pioneiras Sociais

A primeira impressão é que poderia ser mesmo a tal alopecia ou ainda um envenenamento químico, não foi.

A segunda opção foi que por acidente tivesse eu me envenenado com algo biológico, bicho ou planta já que havia dito onde foi que ocorreu, não foi.

A terceira pela água o que levaria a algo químico, pegamos amostra pelos agentes da CEDAE e não pois o açude/lago é usado para abastecimento de parte de Jacarepaguá.

Levei 3 meses para voltar a crescer os cabelos e interessante que para quem tinha cabelos cacheados igual anjo, passei a ter cabelo liso feito índio, inexplicável. Na brincadeira se me trocaram erraram o modelo, rsss.

EU

Passei após isso a ser um pouco diferente sim principalmente em relação a partes sensoriais.

Visão periférica com ângulo maior, audição acima de um alcance considerado normal, visão em foco, ou seja  a distancia eu conseguia ver insetos em folhas ou mesmo no chão, como nessa foto em macro onde observei esse (?) que deveria medir 0,5mm e o enxerguei no jardim a 5 metros de distancia. E outras coisa mais que achei que foram benéficas, mas que não se firmaram por muitos anos. Hoje já estou quase que normal, uso óculos para enxergar, ainda ouço bem, ainda tenho reflexos muito rápidos para minha idade ao ponto de ainda brincar com botes de cobras, mas sinto meu corpo em certa deterioração rápida.

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Pelos últimos exames que fiz, minhas células “T” tornaram-se displicentes ou pior quando avisam para o ataque atacam a mim mesmo.

Percebo que na época minha imunidade era total a tudo, não ficava nem gripado, ainda não fico, mas outras coisas estou suscetível, coisa que antes não estava.

Passei a ter perda total de orientação a uns 3 anos pra cá, tanto que ando com marcador para caso aconteça e algum ser bondoso perceba e queira ajudar, saberá quem sou, onde moro e os contatos. Além disso, tenho um implante de chip para localização GPS. Vê se pode? Encontram-me mais rápido que automóvel roubado.

Já fiz diversos exames neurológicos que se possa imaginar e nada. Ainda continuo fazendo para ver se acham algo.

O problema que descrevo ao médico é interessante e motivo para estudos mesmo, pois nem eles sabem dizer ou ouviram falar de algo assim.

Quando isso ocorre é interessante como se fechasse alguma válvula de alimentação do cérebro, primeiro percebo que vai acontecer, pois a visão passa a ser preto e branco, logo em seguida um som agudo passa de um lado ao outro da cabeça como se estivesse ouvindo um som stereo,  perco o olfato, logo em seguida a audição e por ultimo a visão que antes havia ficado em preto e branco e logo se fecha por completo. Uns 3 minutos no máximo e tudo se religa automaticamente.

Estou achando que é problema de bateria, tem que aumentar a amperagem.

Muitas vezes me desoriento e a única coisa que lembro é do botão verde que conecta o celular da minha esposa e ela vai me perguntando com calma o que vejo e outros detalhes para eu me posicionar e saber o que de fato eu saí para fazer, se foi banco, mercado. Além de me buscar no GPS.

Isso já ocorreu no trabalho, quando estou explicando detalhes de algo da construção, seja alguma especialidade como drenagem, ou mesmo que tipo de FCK usaremos na construção e dá branco. Mas como já me conhecem sabem esperar pegar no tranco, rsss.

Antes pensávamos em ser um inicio de Alzheimer, mas já foi descartado.

Os exames continuam.

O que ocorreu então?

O que me levou a chegar nesse ponto em afirmar algo como abdução?

Definindo o fato ocorrido. Minha conclusão após tomar conhecimento.

Assim que conheci minha esposa em 1985 contei a ela o que havia passado em todos os detalhes, assim caso ela achasse que eu era doido já caia logo fora antes de arrumar compromisso, rssss.

Casamos em julho de 1986 e em 1988 nasceu Daniel e 1994 nasceu Rodrigo.

Em 1989 um camarada chamado James Cameron, escreve e realiza a filmagem de um filme de sucesso absoluto chamado “O Segredo do Abismo”, ou seja, 13 anos depois de eu ter uma experiência quase que semelhante e  4 anos depois de ter eu documentado isso verbalmente em detalhes a minha esposa.

Tivemos que assistir ao filme 3 vezes, a primeira ambos caímos em choro, na segunda ainda com vistas embaçadas e somente na terceira deu para ver a obra.

Alguém mais em algum lugar do planeta passou por isso se não foi o próprio Cameron, ele baseou-se em historia ouvida ou vivenciada por ele. Ninguém inventa detalhes tão acertados, tudo quando é escrito é baseado em uma suposição de ouvir dizer ou de entender que isso possa vir ocorrer por “N” situações.

Até hoje ainda me emociono quando vejo o filme exatamente por ele ter conseguido dar vida ao que eu havia visto e feito contato.

Acreditamos sim até por outras razões que já relatei a minha esposa e se confirmaram anos depois, que de fato há alguma coisa ou fenômeno que chamamos de abduções. Ainda não entendi direito o sentido do porque e para que, como também não vejo sentido em temer ou mesmo desacreditar, apenas por motivos sociais, muitas vezes as pessoas mais novas não falam para não serem preconceituadas em seus trabalhos e com isso sofrerem exclusões o que em meu caso não interfere já que não como da mão de empregadores.

Então para finalizar se fosse eu colocar em ordem os filmes de ficção, como se deles pudesse passar uma mensagem direta do que vivi, vivo e acredito vir a viver e tudo nas entrelinhas, a todos diria:

– 1º lugar Segredo do Abismo – pela experiência que passei e o recado que recebi.

– 2º lugar Solaris – pela experiência que passo e o recado que recebo.

– 3º lugar Oblívion – pela visão que tenho de futuro próximo e meu maior medo.

Não sei se me fiz entender, não sei se fiz apenas assustar, nunca foi essa minha intenção, estou aqui apenas para narrar, passar meu relato de forma mais clara possível dentro do que é permitido.

As entrelinhas sempre hão de existir, cabe ao leitor ler, identificar e encarar os fatos ou desistir e levar como fantasia, mas que tanto não posso dizer, mas que tanto não devo falar, mas que tanto procuro viver, mais que tanto necessito calar.

Apenas como registro e se alguém puder identificar, há 3 meses como sabia que iria passar por uma cirurgia, decidi que seria minha última ida ao lago e para minha surpresa nem acabei a subida, voltei dali mesmo, o local onde antes havia a gruta ovo e o que me pareceu isso? Achei muito sinistro.

DUAS CRIATURAS

Ampliei para ver melhor e lá estava algo bem parecido com a tal gruta ovo e pior dois vultos não identificados.

DUAS CRIATURAS - AMPLIADA

No 3° filme a chave da resposta se encontra, sei disso e me policio me controlo, me anulo, não tenho o que provar, não preciso, não quero, necessito aprender, crescer, arquivar sabedoria cósmica, experiências, e saber que se eu me reconheço ao me olhar, estou dentro de mim, sei muito bem disso e não em outro lugar.

Ainda somos um casal eficiente…

Escrevi, pois não fujo de promessa e havia prometido ao amigo Eder do https://suprimatec.com/

Boa leitura a todos!

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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4 respostas para UM POUCO SOBRE MIM – FINAL – ABDUÇÃO – 4ª PARTE

  1. Silvia Souza disse:

    Interessantes suas experiências, Claudio!
    Não posso negar que eventos inexplicáveis sempre me deixam um pouco tensa…
    Há tantas coisas que não conseguimos entender, não é?
    Beijo!
    Sílvia

    Curtido por 2 pessoas

  2. Todo seu depoimento foi lido com muita calma antes de tecer esse meu comentário. Sempre achei que existe algo superior, que não governamos nossas vidas totalmente. Tenho certeza que todos os filmes de ficção que existem até hoje, são mensagens que querem passar de alguma maneira, para nosso conhecimento, para nosso entendimento, amas para isso precisamos ter uma mente aberta e entender as entrelinhas dos fatos. Julgar, não apenas por mera vivência, aprender para poder julgar. Fiquei muito feliz com a promessa cumprida e fico muito mais feliz ainda em poder te instigar a fazer esse relato sensacional. Já estou preparando algo muito bom com suas palavras. E muito obrigado por compartilhar!

    Curtido por 1 pessoa

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