UM POUCO SOBRE MIM – FINAL-ABDUÇÃO – 1ª PARTE


 

UM POUCO SOBRE MIM – FINAL

ABDUÇÃO – 1ª PARTE

Assim falou Zaratustra – Friedrich Nietzsche

Procurei para este relato um padrinho que me desse força para o que irei escrever, escolhi Friedrich Nietzsche, filósofo, poeta e crítico exatamente por me entender algumas vezes em seu personagem o sábio solitário Zarathustra, pelo simples conceito de que muitas vezes me vejo fora dessa sociedade e desse Caos social, criando a parte um mundo e um conceito meu de ver e sentir a vida e ao mesmo tempo lançando a âncora para que não me perca dos iguais já que superpoderes não tenho e meu amor é algo que não abro mão e necessito partilhar.

“Não há fatos eternos, como não há

verdades absolutas”.

Fiquei imaginando como começar e por onde, para trazer a baila um assunto tão delicado, tão desacreditado, tão cheio de falhas e lacunas que muitas vezes somos obrigados a deixar de lado, outras porém nos empurra a falar algo sobre para não ficar no esquecimento e para não fingir que nunca aconteceu.

É o tipo de assunto que quando abordamos, ou saímos com o título de maluco, ou de falacioso ou ainda de demente mesmo. Mas que passei por algo que nem a ciência, nem os ufólogos, nem os psiquiatras, nem o governo, nem ninguém sabe dizer, passei, me resta apenas então pagar pra ver ou melhor pagar o “mico” e deixar rolar, o que me resta como conforto é saber que houve mais um louco, um cara que fez um filme e baseou-se em relatos iguais ou bem parecidos do meu, ou melhor dos nossos, pois com certeza deve haver outros loucos por ai.

“A objeção, o desvio, a desconfiança alegre, a                                                                                             vontade de troçar são sinais de saúde: tudo o que                                                                                                                 é absoluto pertence à patologia”.

 

Difícil será manter a cronologia nos assuntos, vou tentar mais sou péssimo.

“A vantagem de ter péssima memória é                                                                                                         divertir-se muitas vezes com as mesmas                                                                                                 coisas boas como se fosse a primeira vez”.

 

Mas adiante nos capítulos seguintes vão entender o que quero dizer com isso.

Bem como prometido irei aqui tentar relatar (pagar meu mico) o que em meu entendimento pode ser algo simples, para outros, algo espetacular e outros ainda algo relacionado a problemas psíquicos ou coisas do gênero, mas não, são de fato ocorrências que existiram, existem e continuam, não necessariamente como obrigações, mas sim como intuição, desejo, sentido, percepção, observações.

A princípio fiz diversos exames neurológicos e passei também por psiquiatras na época e nada foi visto de anormal, logo…

Para assunto de blog pode até ser longo demais, caso veja que vai ultrapassar uma leitura normal e tenho certeza que vai, vou dividi-lo em capítulos, para tentar trazer o máximo de detalhes que me for permitido, pois não tenho como mergulhar no assunto sem antes dar pelo menos parte da trajetória de como era minha vida na infância e juventude e minha relação com a ciência e com a natureza.

Também não há como dar maiores detalhes pois na época me neguei até a militares e ufólogos aos quais fui levado em suas palestras. Respeito, mas cada qual em seu quadrado.

A dificuldade já começa quando tentamos dar início ao relato e algo nos impulsiona a não começar, mesmo porque implicam em citar fontes, locais, nomes de pessoas, encontros e tudo mais que cercam os estudos e o interesse do mesmo.

Para início de conversa e com todo respeito que o assunto merece, eu sou um verdadeiro debochado no mesmo, vide o vídeo fake que coloquei em meu Canal do Youtube.

Tudo começou quando meu pai resolveu construir em Jacarepaguá uma casa já que havia sido presenteado por seu amigo com um esboço. Meu pai como já relatei aqui no espaço além de cineasta, ator, diretor, produtor e roteirista, foi também psicólogo e administrador do Centro de Pesquisas Luiza Gomes de Lemos (Pioneiras Sociais) trabalho esse oferecido pela esposa do Sr. Presidente da República Juscelino Kubitschek, Srª Sarah Kubitschek.

Meu pai era apenas um trabalhador na época do então Partido Comunista e tornou-se secretário ou um dos, por escrever bem, somente, do então líder comunista Luiz Carlos Prestes. Caçado como um animal pelo então General Nilton Cruz, teve sua sorte defendida pelo braço direito do Detetive Le Cocq que era namorado de minha tia então aeromoça da Cruzeiro do Sul. O mesmo ao saber do problema se colocou a disposição para retirar os arquivos e entrou dentro do DOI-CODI e retirou de lá toda documentação que dizia respeito sobre meu pai e queimou. Só sobraram as moedas comemorativas que foram enterradas no fundo do sítio.

MOEDA COMEMORATIVA LCP

“Só para deixar registrado no atentado à bomba de 1981 do Rio Centro, eu estava lá só que do outro lado do estacionamento senão, bummmm. O que é interessante é que nessa época e alias até hoje sou apaixonado pelo Puma (seu design) e estava lá com um amigo o Caco que tinha uma Puma Tubarão e me ensinava a fazer manobras e cavalo de pau. Isso ocorreu anos depois do meu relato aqui descrito”.

Voltando ao passado…

A bem da verdade Juscelino, e outros nomes além do arquiteto Oscar Niemeyer eram simpatizantes de tal movimento (Comunista) e foi Oscar quem numa mesa de restaurante enquanto meu pai preparava as falas do presidente (por algum motivo, acredito eu), e em conversas que deviam estar relacionadas ao seu desejo de construir sua casa com visão para a montanha em terreno que havia comprado lhe deve ter rabiscado a casa que faziam lembrar bem as colunas do Palácio do Planalto de Brasília e com o famoso telhado Butterfly, moda e desejo na época.

Esse telhado foi minha inspiração para namorar o Cosmos (e caçar morcegos também) e como tudo na época era mato, uma criança de apenas seis anos tinha imaginação bem fértil e olhos bem afinados para tudo perceber deitado no telhado durante a noite.

Era o que mais gostava de fazer depois do piano, fitar estrelas e contar asteroides e meteoritos se incendiando na entrada da atmosfera.

Preferia a casa ainda inacabada da Freguesia que a que morávamos na Taquara, mas ainda toda amizade e a parte social da família estava lá na Taquara. Ficávamos um tempo cá outro lá até toda obra terminar. Nesse meio tempo ia também já fazendo novos amigos.

Sei que na época vi muita coisa estranha e relatava isso tudo a meu pai que também amante já da ufologia me dava lições de como ele entendia tudo aquilo.

Aos sete anos dentre outras coisas, passei a frequentar o Centro de Pesquisas e lá conheci grandes cientistas como Dr. Rocco, Ray (Raimundo) Honório do Instituto Oswaldo Cruz e também o astrônomo Luís Eduardo Machado que me ajudou bastante a entender um pouco mais e a me situar no que era o que naquela imensidão de céu.

Bons Mestres, bom discípulo, até meus 9 anos, depois disso queria era bicicleta, bola de gude, praia e claro música que ainda pulsa até hoje em minha mente, já não tanto nas mãos.

Meus irmãos mais velhos só queriam saber de clube e de seus amigos e eu queria saber de mato de ver os bichos, sua cores, levei muita picada de abelha, vespa e marimbondo, além de formigas.

Jacarepaguá era o local onde se encontravam as duas maiores reservas mundiais. Uma a maior Floresta urbana do mundo a Floresta da Tijuca (que dizem não ser mais é, pois a Cantareira em São Paulo é Parque Estadual e mesmo assim perde para o da Pedra Branca no Rio) e a Reserva Estadual do Parque da Pedra Branca também em Jacarepaguá.

Visto isso eu tinha era chão para brincar, já cheguei a passar mês dentro da mata (mais velho), coitada da minha mãe, quase morria.

Tudo era muito roça, leite na carroça, verdura colhida na horta, frutas catadas ou comidas no pé. Quando o tempo fechava, tínhamos que correr, pois o vento fazia com que as mangas virassem bombas caindo em nossas cabeças, e os raios rasgavam o chão. Os jacarés saiam da água e as cobras e sapos vinham para o meio da rua.

Quando chovia muito meu pai só ia para o trabalho quando o motorista das Pioneiras vinha pegar ele de jipe. Muitas vezes eu ia junto para comer a deliciosa comida que Dona Inez fazia só para esse moleque aqui, ainda haviam dois amigos o Mikimba e o Zé (Jardineiros, funcionários de lá) que além de me ajudarem a empinar  pipa, pegavam tamarindo no pé, nos Jardins das Pioneiras pra mim.

Sempre relatava ao meu pai o que eu via a noite no céu, mas ele acho que acreditando ser fantasia de criança e mesmo acreditando em ufologia não me dava crédito, até que um determinado dia como não chovia muito ele resolveu não esperar o motorista e telefonou dizendo que iria depois.

Nesse dia eu fui junto, tinha que terminar um trabalho que havia começado lá no laboratório e valia bombom se eu conseguisse. Tratava-se do processo conhecido como Papa Nicolau na laminação, usava óculos e máscara por culpa do forte cheiro do Xilol.

Enfim, pequeno cientista, maluquinho, mas cientista.

Nesse dia foi quando o céu estava todo nublado, mas com uma nuvem branca e uniforme e andando de mãos dadas com meu pai algo me chamou a atenção, afinal criança tem o chamado sexto sentido e percebi primeiro o silencio dos pássaros e não vi movimentação de bicho algum, nem mesmo dos biquinhos de lacre que voavam aos bandos e bem barulhentos, como dos anús tão comuns em seus voos matinais que faziam misturados muitas vezes os dois grupos os pretos e os brancos, esses últimos pareciam até aves dinossauras com aquele topete e as pontas do bico avermelhadas, digo isso, pois eles são primos entre si, mas difícil estarem no mesmo bando, pois os pretos são mais insetívoros e os brancos mais carnívoros.

Olhei para o alto e uma coisa estranha acontecia, as nuvens estavam se movimentando vagarosamente como um redemoinho e aumentando ao centro, puxei meu pai e mostrei a ele e nós dois paramos e ficamos estatelados com o que vimos. Em poucos minutos o céu antes nublado estava aberto, mas não sem antes mostra-nos no meio do redemoinho algo que brilhou bem forte e sumiu.

Consegui na rede um vídeo que ilustra mais ou mesmo o que acontecia para que tenham uma ideia e claro musicalizei ele e coloquei logo no início da leitura.

Bem a partir dali as perguntas não paravam e meu pai na tentativa de me acalmar a ansiedade foi dando inúmeras explicações, mas com o tempo depois de mais velho percebi que ele apenas não quis que eu ficasse apavorado com o fenômeno.

Marquei esse como meu primeiro dilema. (As Nuvens)

Continua…..

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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6 respostas para UM POUCO SOBRE MIM – FINAL-ABDUÇÃO – 1ª PARTE

  1. Silvia Souza disse:

    Vamos ter que aguardar os próximos capítulos, né?
    Vou ler tudinho o que você publicar, Claudio, mas tenho que confessar que tenho um bocado de medo de histórias de OVNIs… Será que eu tenho receio de ser levada para casa?
    Um beijo grande!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Caramba, demorei para ler meu caro colega, mas já já vou pro outro texto. Quero com sua permissão publicar seu texto no meu blog.

    Curtido por 1 pessoa

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