UM POUCO DE MIM (Cap.III)


 

FACA

 

UM POUCO DE MIM

Capítulo 3

por Cláudio El-Jabel

 

Olá pessoal!

Peço desculpas se me perder nos escritos, devo ainda estar em efeito calmante, rssss.

Quando postei ontem RECEIO, me pareceu uma premunição, não quis eu dar alardes, apenas escrevi, postei e sai, afirmei que iria pela orla em direção ao Recreio e de fato passar o dia todo escrevendo e assim mesmo depois que voltei, escrevi muito, escrevi tanto que para fazer par com o anterior ainda assim estava aos prantos.

Fases, coisas do cotidiano, da falta de humanidade, da covardia que vivemos em nossa cidade.

Amenizei um pouco a vocês, e vou titular também como “UM POUCO DE MIM”.

Irei de fato na semana que vem passar por um procedimento cirúrgico, coincidência da vida para dois amigos que sabem sobre uma outra observação ou premunição que tive e me deixou preocupado. Nada alarmante a não ser pelo fato de eu não poder parar o antiplaquetário. O meu receio se resume nisso, caso seja cortada alguma artéria, babou, sei que eles sabem estancar, costurar, remendar, algum jeito eles tem de dar, mas é dose saber do problema.

Tudo pronto, risco cirúrgico perfeito, coração de moleque após uma intervenção ano passado, logo nada de pavores a não ser o meu, rssss.

Tudo começou com o tal passeio, na verdade caminhada que sempre faço quando estou com a cabeça cheia de cansaço, não cachaça. Não comuniquei de imediato a vocês para que não ficassem preocupados, afinal estou eu também na semana que me preparo para, “entrar na faca”, não era bem essa que ocorreu por isso mesmo o manézinho se f…errou, rsss. (parece RAP, não RIP)

E por falar em RAP, me pareceu até boa ideia, falar do ocorrido, das coisas do dia a dia em forma de rima de repente, cantoria, improviso cantado.

 

 

Meu corpo é fechado, lacrado de fábrica,

Não adianta vir tentar perfurar esta lata,

O que está de fora não penetra não entra, nem tenta,

O que me dá medo é o de dentro quando aflora,

Pois é esse que me consome,

É esse que me devora.

Lembrei-me da música do Pink Floyd, “One of these days” e de sua pequena fala que diz, “I’m going to cut you into little pieces”. Pra quem não saca como eu o inglês é (Um dia desses, eu vou te cortar em pedacinhos), coisa cruel não?

Mas é o que rola naquela vontade momentânea e sem controle. O perigo nisso é porque quem responde de imediato é o complexo de “R”, cérebro reptiliano que diferente do cérebro límbico, amoroso e amigável, mas dorminhoco, fica dormindo e não acorda, enquanto o outro estressado, agressivo, defensivo, arrogante e autoritário, pois age sem pedir permissão fica plugadinho 25 horas por dia. Difícil ficar lidando com ele e controla-lo.

Segue então um pouco dessa história que preferi transformar em versos e intitular de :

 

QUANDO ATÉ DESGRAÇA RIMA 

 

E lá vou eu em uma manhã ensolarada caminhar,

Quase sempre o faço,

Para deixar a mente fluir, pensar,

Como disse não tenho medo de trilhas,

Mas não a façam sozinho,

Sempre há o perigo de esbarrar com o astuto,

São pessoas normais assim como somos,

Mas se criaram ao gueto em verdadeiro abandono,

Há uma diferença bem tênue, entre o bandido e assassino,

Um faz por saber apenas aquilo,

Aprendeu no seu gueto, na indiferença, na luta de sua sobrevivência,

São os antigos, ladrões de galinha,

O assassino não,

Esse é alguém doentio, psicopata,

Mata por matar, mata de graça,

Nessa caminhada para minha preocupação fui abordado,

Não por um assassino, mas por um ladrão,

Era um menino franzino,

Cheio de gestos nervosos,

Falava uma gíria que quase não percebia,

Mas me afrontou com uma faca,

Nunca, mas nunca, jamais me aponte uma faca,

Aponte-me um revolver, pistola, granada, fuzil, bazuca ou canhão,

Mas jamais uma faca na mão, faca não,

Meu treinamento com essa arma letal é algo indescritível,

Mesmo com minha idade se for faca,

Retiro da mão de qualquer bandido,

E não é contar vantagens,

É treinamento de verdade,

Para alívio do pivete,

Tentei já que era franzino, puxar a conversa,

Olha só meu menino abaixa essa faca, vamos conversar,

Não se machuque não vai se matar,

E o menino meliante deu uma risada e se armou ao combate,

Essa, para minha tristeza foi a pior parte,

Só haviam dois caminho,

Meu sucesso já enferrujado,

Ou um dos corpos estendido ao lado,

Então…

Gritei a ele apenas mais uma vez,

E ele ainda em posição,

Tremia como vara de caniço,

E falava, “coé tio, passa logo o celular, não quero te matar”,

Perguntei se ele por algum motivo pensava em ligar para alguém, sei lá,

E ele, “tá me tirando coroa mané!

Se não passar, vou te furar, tu vai cair e vou dar no pé”,

Percebi que sua sede em ganhar meu celular era maior que a vontade de ouvir,

Peguei com calma o mesmo e estiquei a mão,

Toma, pegue ele é seu, “mermão”

E quando ele menos percebeu,

Nem celular nem faca, tudo já era meu,

E agora pivete o que pretende fazer?

Vai correr, vai se urinar?

E se eu for tão louco e quiser agora eu mesmo te matar?

Ele arregalou os olhos e desesperado caiu sozinho ao chão,

Urinou-se de fato e babou muito,

Não deu para saber se estava drogado,

Ou é cagaço de vagabundo,

Gritou…

“Pelo amor de deus meu tio não me mate não”,

Eu indiferente após o ataque, apenas disse,

Vou apenas te mostrar o que uma faca faz,

E ele desesperado e gritando pela vida, quase se borrando, desmaiou,

Foi quando com a faca bem perto de sua garganta rasguei sua camisa,

Usei-a como uma corda e o amarrei,

Enquanto chamava a polícia, o acordei e ainda tentei,

Expliquei a ele que existem outros caminhos,

Mas me parece que ele estava perdido do rebanho,

Não queria nem me dar ouvidos,

Foram quase duas horas na espera, e juntando gente já querendo linchar,

Foi quando por milagre avistei aquela zona barulhenta,

Fazendo mais presença na hora de chegar,

A polícia chegou, truculentos como sempre,

Passaram a mão no meliante, arrastaram o garoto magro e franzino,

Jogaram-no como saco de lixo dentro da caçamba,

Pediram-me para acompanhar e prestar depoimentos,

Entreguei a eles a arma do crime,

E com risadas ainda gozaram do meliante menino,

Se f…., viu mané o coroa te ferrou,

Vai tirando tudo que é coroa de vovô,

Mesmo na tensão do ocorrido, desligou-se o cérebro agressivo,

E o outro pensante começo a acordar,

Foi quando me volta o interesse de perceber o humano e estudar,

Gozaram como se prender aquele franzino fosse a grande glória,

Fiquei pensando de fato quem faz o bandido,

Se a necessidade da vida, os distúrbios da droga ou o cantar de vitória.

 

PS: Nunca reajam a um assalto mesmo com treinamento, o poema é apenas uma fantasia digamos assim, rsss. Lembrando que a faca da imagem é minha a outra é prova de crime não pode ser fotografada.

Estou bem mais para Homem Aranha que Super-Homem, mas na verdade gostaria de na semana que vem me transformar em Wolverine. Quem sabe, a cicatrização seria vapt-vupt.

Não me desligarei do espaço, mesmo porque se tornou meu brinquedinho de distração, deixar as coisas da vida, brincar com a vida bandida, dar puxões nos ladrões, falar com minhas amigas, meus amores e com meus amigos e doutores.

Bem a segunda parte foi postada também, então à próxima será a quarta, não saberei se virá besteira, mas vou tentar caprichar, quem sabe se nela falo da abdução que vivo prometendo, mas tá difícil de falar?

Beijos a todos!

 

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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20 respostas para UM POUCO DE MIM (Cap.III)

  1. ZeusPandora disse:

    Assim que vi a faca no post pensei logo que ia ser um capítulo que vc falasse de suas pescarias … Deus, não tinha nada a ver, mas Ele o protegerá, tenha certeza disso.

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    • KAMBAMI disse:

      É…difícil, mas não vai faltar prosa boa. Sou assim mesmo gosto de rasgar e mostrar muitas vezes o real afinal não vivemos na fantasia. Me deste uma boa ideia, já que ando fugindo da abdução, vou tentar escrever o 4º sobre as pescarias, vai ser bom. 😉

      Curtido por 1 pessoa

  2. É, faltou o vídeo da pescaria. Rsrs
    Gostei da história. Muito q reflectir, se é q vamos achar uma resposta. Mesmo assim um tema interessante, ainda mais que tem abordado o seu passado, presente e algo do futuro. Vc teve outras cenas assim no seu passado?
    Ah, não gosto de desejar sorte, não acredito nisso, não só por formação. Quando sai sem querer a palavra sorte, na verdade, o sentimento é outro, mas não sei usar a palavra adequada . É como saudade q é difícil de definir. Aí, tanta embrulhada..olha, espero q VC esteja logo de volta p contar suas histórias. Eu aguardarem. É isso, sem ponto final.

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    • Eu quis dizer, aguardarei. O tablet tá sempre aprontando.

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    • KAMBAMI disse:

      É verdade, a sorte é apenas um desejo de sucesso de ocorrer tudo bem, não deixa de ser um sentimento de quem nos quer bem. Seria como desejar.
      Quanto ao vídeo da pesca estou tentando catar no pouco que tenho em registro, afinal ou se pesca ou se faz vídeo, rssss. Mas tenho algumas poucas fotografias e com calma vou montar. Talvez coloque como fundo do filme o som das ondas do mar.
      Quanto ao aguardar, não se preocupe, ainda estou aguardando também, são tantas fases que parece que estão me preparando para me mandarem a Marte. Mas se for não tem problema, já arrumei um gancho e escondi, caso me lancem jogo ele para ancorar e rapidinho nem que no solavanco, hei de voltar, rsssss 😉

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  3. Silvia Souza disse:

    Quando será a cirurgia, Claudio?
    Estarei sempre aqui na torcida, com minhas orações e meditações (de pessoa agnóstica, mas que apela a um Deus nos momentos em que a dor aperta…).
    Meu e-mail do blog é reflexoes@outlook.com.
    Vou enviar uma mensagem para seu WhatsApp para que você tenha meu número…
    Todo meu carinho!

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    • KAMBAMI disse:

      Ok, vi apenas agora e acabei te respondendo um texto enorme por aqui, rsss. Vou copiar para quando pudermos conversar. O Meu é kambami@gmail.com e não o que está na montagem do blog que eu quase nem abro. A cirurgia deve ocorrer na semana que vem, estamos apenas aguardando mais liberações, acho que devo ser muito importante, tem que passar por uma junta enorme de autorizações que me espanta, rssss. Manda sim que vou adorar até mesmo para de vez em quando alem de conversa poder enviar fotos dos locais que ando. ❤ 🙂

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  4. Adorei a ideia da faca!

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  5. Zena Ribeiro disse:

    Ufa!! Que sufoco! Você é ótimo com as palavras, transforma o caos em poesia, parabéns por isso! Que Deus o abençoe e conduza os médicos no seu procedimento, força e fé, que tudo dará certo! Bjo

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  6. Monica T Maia disse:

    El-Jabel é um nome atlante. E eles são imortais: deixam sempre jorrar luz verde clara no peito. Para o melhor.

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    • KAMBAMI disse:

      Oba se sabes mais algo, por favor gostaria muito de conhecer, afinal dizem as antigas lendas que os egípcios vieram de Atlantis. Vi isso em um documentário chamado “O Olho de Horus”.

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      • Monica T Maia disse:

        Sim, há escritos que relatam isso. Integrantes de Atlantida teriam fugido em embarcações antes do continente afundar. Seriam várias embarcações que teriam ido para vários lugares, incluindo a costa africana onde surgiu o Egito, e até na costa do que seria depois o Brasil. O Parque das Sete Cidades, no Piauí, teria vestígios dessa ocupação. O sufixo “el” faria parte de muitos nomes atlantes. Isso teria inspirado, por exemplo, o criador de Super-Homem: seu nome é Kal-El, e seu pai Jor-El…

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        • KAMBAMI disse:

          Poxa, obrigado mesmo Monica, irei me aprofundar mais nesses estudos e se tiver dicas de links, livros, documentários, por favor seria muito interessante a mim. O que já consegui sobre é que até uma tumba que há no chamado Vale dos Reis, inclusive tenho a foto dela com o nome na entrada em hieróglifos. Obrigado mesmo. 🙂

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  7. MariaLDário disse:

    Kambami, estou ansiosa: a sua cirurgia ainda ocorrerá esta semana? Um abraço!

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    • KAMBAMI disse:

      Oi Maria! Sim, me afasto um pouco hoje a noite, reservei a sexta para a família, para meditar, e trazer para perto de mim toda força positiva. Sábado ja me interno é a cirurgia começa as 7 horas da manhã de Domingo. Estou bem. Agradeço de coração sua ansiedade, mas estou tranquilo, Deus esta sempre comigo e creio nisso de verdade. Hoje ainda irei escrever algo no blog e depois somente após receber alta. Dessa vez não sei se poderei burlar como da outra vez, a marcação tá dura ao ponto do médico vir me pegar em casa. Vê se pode! 😕 Grande abraço a ti também. 👍☺

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