BOCA CALADA


BOCA CALADA

BOCA CALADA

Por Cláudio El-Jabel

Às vezes finjo que penso,

Noutras penso que finjo,

Às vezes durmo em sonhos,

Noutras sonho que durmo,

Às vezes penso ser forte,

Noutros forte é o que penso,

Às vezes aquieto-me em palavras,

Noutras as palavras me aquietam,

Às vezes me perco nas matas,

Noutras nas matas me perco,

Às vezes fico sem nome, sem cara, sem ser,

Noutras me imponho, encaro, nomeio,

Ser humano, corpo inteiro,

Ouço o reclame, analiso o que amarga,

Vidas perdidas, sem formas, largadas,

Ser brasileiro estampado na cara,

Às vezes me vejo sacana, canalha,

Tudo é o tempero que às vezes se esquece,

Como salgada é a lágrima de quem se emudece.

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
Esse post foi publicado em METÁFORA, POEMA, POLÍTICA, REFLEXÃO e marcado . Guardar link permanente.

5 respostas para BOCA CALADA

  1. Republicou isso em Translaturee comentado:
    Dessa vez, nao vou falar nada sobre o autor do poema porque não conheço; nenhuma introdução, nenhuma apresentação daquelas que eu geralmente gosto de fazer neste espaço pessoal, mas val a pena curtir e divulgar. Adorei e vou reblogar, pois, a matéria principal do meu blog ainda não tem forma, mas há várias coisas que a compõem: a questão da identidade no mundo contemporáneo, as contradições, as histórias (contadas e não contadas ou mal contadas)… Este poema, que achei muito engraçado, bem me exprimiu a complexidade da noção da identidade.

    Curtido por 1 pessoa

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