MORFINA


MORFINA

MORFINA

por Cláudio El-Jabel

 

O que vou descrever é de fato inesperado,

Seja bem provável o conhecimento de caminhar ao meu lado,

Mas ter de entrar com medicação de morfina,

Parece a princípio, o fim da linha,

Na verdade é apenas um analgésico mais potente,

Para disfarçar uma dor chata e insistente,

Algo que terei que decidir rápido,

Se opero ou se disfarço,

Em um passado quase de atleta,

Maratonista por paixão,

A idade chegou e revela,

Acabou seu vento, barco a vela,

Correr não posso mais,

A carcaça desse mano velho já desgastada da labuta,

Hoje se arrasta como barco a remo,

Onde o velho velejador entoa e fita seus olhos ao fundo,

E rema com calma para ainda prosseguir nesse mundo,

Lá se vão pelo menos quinze anos de dor,

Que aparecia como estações,

Onde uma pequena parada bastava,

Para repor o descanso,

Onde a dor esquecia de ficar,

Mas pelo gosto da regra insistia sempre em voltar,

Parece que dessa vez ela gostou e se apossou,

Como se o corpo a ela pertencesse,

Em me fazer senti-la presente,

Como se dela eu devesse adorar,

Apesar de mesmo ausente dela viesse eu a lembrar,

Mas sairei dessa dor angustiante,

Que por momento ainda atormenta,

Arde e queima como pimenta,

Mas de ti dor irei me livrar.

 

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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