COTIDIANO II


COTIDIANO

COTIDIANO II

por Cláudio El-Jabel

 

Capim limão, gordura quem sabe,

Observando a paisagem,

Cheirando a queimado, percebo o fogo no cerrado,

Será balão, incêndio proposital,

Ou uma simples fogueira acesa ao fundo do quintal?

Barulho estrondoso me faz dar pulos de medo,

Seria o fim do mundo, ou um ataque dos nervos?

No mundo de hoje já nem sabemos mais o certo,

Nem barulho muito menos cheiro nos indica o que é correto,

Tem gente que cheira bem e nada vale,

Outros, porém podem feder sem o perfume de vitrine,

Maltrapilhos de olhares esbugalhados, sofredores,

De uma sociedade criada para os horrores,

É maltrato de um lado e resposta de outro,

Virou campo de batalha e quem sofre com tudo isso?

Políticos não são, pois nem andam pelo chão,

Trabalhadores sim, pois estes se definham nos currais,

Assim como bois no abatedouro enfileirados,

Empurrados por trás por outros que nem sabem aonde vão,

Pretendem apenas chegar a algum lugar,

Que um dia ensinaram-lhes que se chamava lar,

Máquinas humanas que servem apenas para alimentar a boca de um dragão,

Que não cospe fogo enquanto ainda lhe dão a refeição,

Mas pode muito bem queimar a tudo, aniquilar sem pena nem dó,

Transformando o mundo em que vivemos apenas em pó.

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Sobre KAMBAMI

Quode natura date, nemo negare potere.
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