CELEIRO GAÚCHO


Eu e meu primo antes da vaquejada2

CELEIRO GAÚCHO

por Cláudio El-Jabel

 

Para quem veio da roça como eu,

Sabe dar o valor ao celeiro,

Ele mais que uma casa,

É um local sagrado,

É nele que nos recolhemos das tempestades,

Guardamos nosso material de trabalho,

Nossos animais de criação,

Realizamos as festas,

E também nos reunimos ao chimarrão,

Típico de quem vive ao Sul,

Tradição que nos faz estar sempre juntos na lida,

Cuidando da vida, cuidando dos bichos,

Vivendo a natureza sem temer sacrifícios,

Somos gente não somos santos,

Vivemos o presente, pensando em um futuro,

Mas temos os pés ao chão, na terra,

Onde a semente que plantamos cresce aos cuidados,

Alimenta outros iguais distantes e ao lado,

O frio muitas vezes aperta o que de certa forma é bom,

Aconchega o povo ao celeiro em roda do chimarrão,

Ali os causos contados aos detalhes, recriam a fantasia,

Muitas vezes baseadas nos medos, ou mesmo nas alegrias,

Mas barbaridade o que pode temer um gaúcho?

Nada! Gaúcho já nasce tropeiro,

Já sela seu cavalo em pasto,

E em qualquer caso no pelo mesmo se ajeita,

Cavalga pelas planícies com o vento minuano a bater,

Onde se refugia ao celeiro para sempre se aquecer.

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Sobre KAMBAMI

Quode natura date, nemo negare potere.
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