O MONGE


O MONGE

O MONGE

por Cláudio El-Jabel

 

Caminhar sempre, olhar para frente e para os lados,

Nunca deixar para olhar atrás,

Pois se já passou não deves se preocupar,

Afinal teve seu tempo na passagem de auxiliar,

A caminhada de fato é longa,

Muitas vezes até de aborrecimentos,

Mas a cada dia haverá algo novo,

Cumpra-se então o que for de momento,

Um monge caminhante segue sua jornada em silencio,

Observa a cada momento, cada passagem,

O que mais lhe apetece o interesse,

Se verificar que soma, ele acresce,

Caso contrário ignora, mas não contraria,

Sua doutrina é reta, sem desvios,

Para muitos pode ser monótuo,

Para o monge há nele tanto a desvendar,

Seja no voo de uma borboleta,

Ou de uma folha espargida ao ar,

Percebe o vento que sopra,

A nuvem que passa ao alto,

O pássaro que canta ao galho,

A formiga que trabalha ao chão,

Nada foge de sua atenção,

Seu treinamento é algo bem exaustivo,

Mas o monge é treinado sempre ao limite,

Para saber desvencilhar,

Do sentido desnecessário,

Tendo sempre a sua frente,

O caminho mais voluntário,

Um monge não vive para si,

E sim para um todo,

Coloca-se como parte, sempre,

Evoluindo e exercitando sua mente,

Costumam subir as montanhas,

Não necessariamente para estarem perto de Deus,

Mas para que possam lá do alto observar,

Verificar bem o horizonte,

Colher e beber de sua fonte,

Quando o monge se coloca preparado para mestrear.

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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