POEMA DAS FALSAS ANDORINHAS


ANDORINHAS

POEMA DAS FALSAS ANDORINHAS

por Cláudio El-Jabel

 

Há pessoas e andorinhas,

Assim como há os que pensam poder sê-las,

Porém andorinhas vivem aos bandos,

Para terem certa proteção,

Desviando os olhares de corvos e falcões,

Mas não fogem aos olhares da águia,

Essa não as deixam escapar,

E em sobrevoo tão alto,

Em mergulho direto as vem atacar,

Se forem boas andorinhas, saberão se esquivar,

Mas as falsas andorinhas acabam de cair em armadilha,

E com tanto canto alardeiam,

Onde o que voa, pode ter até penas,

Plumagens coloridas e fúteis,

O que vale é cantar alto,

Balançar as penas e mostrar to aqui,

Não se importando nem com o canto,

Nem se é pássaro ou morcego,

Pois o que vale nesse voo,

É mostrar que não tem medo,

E assim voam leves e falsas andorinhas,

Crendo com isso estarem a recriar o verão,

E esquecem-se da armadilha,

Da águia que de longe avista sua presa,

E que dessas andorinhas costuma ter sempre farta sua mesa,

E nessa disputa de canto, alardeiam e alardeiam,

E tornam-se o prato farto, das águias que vivem em atenção,

Belos pássaros de uma cadeia alimentar,

Uns cantam pouco, outros tem mais a mostrar,

E nesse turbilhão de vozes ferozes,

Todos pecam no fator elementar,

Cantam bem e em várias vozes,

Mas nenhuma delas aprendeu a voar.

 

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Sobre KAMBAMI

Quode natura date, nemo negare potere.
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