LOBO EM PELE DE CORDEIRO


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LOBO EM PELE DE CORDEIRO

por Cláudio El-Jabel

 

Fazer e refazer quantas vezes for necessário,

Realizar o aprender para usá-lo em seu trabalho,

Viver uma vida normal perante o sol a brilhar,

Manifestando o querer de nessa terra ficar,

Não sei se penso ao contrário,

Nem muito pelo pouco salário,

Mas sim pela gente que aqui habita,

Muita gente desprovida de educação,

Gente que só pensa em se dar bem,

Não importa em que se baseiam para conquistar,

Saem pisando em tudo que atravessam seu lugar,

Não! Eu não nasci para esse fim,

Não consigo ser desigual ou mesmo ignorar situações,

Apenas por que não me atingem não significa que não as perceba,

Não me manifesto abertamente, por me conter,

Pois sei muito bem que se abrir meu verbo,

Uma corja enorme de cães virá a latir,

E como carniceiros minha carne morder,

São muitos lobos em peles de cordeiros,

E eu já os reconheço até pelo cheiro,

Andam em matilhas, disfarçados em suas fantasias,

Andam com sorrisos em dentes,

Mas seus olhares condenam o que há por trás,

Pois o brilho que carregam neles,

É embaçado como o das serpentes,

Que na espreita do bote certo,

Usa mais seu sentido de calor,

E com o seu veneno mortal,

Atinge a presa e a faz sentir dor.

 

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Sobre KAMBAMI

Quode natura date, nemo negare potere.
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