MATRIX


Pilula-Vermelha

MATRIX

por Cláudio El-Jabel

 

Hoje resolvi descrever o que penso sobre os Planetas,

Estas formas redondas que circundam nossa Terra,

Dizem não terem vidas e serem apenas esferas,

Acho que poderia viajar,

Subir até lá no alto,

Verificar de fato se tem ar,

Não sei por que faria isso,

Outra parte de meu eu replica,

Sabes que não encontrará de fato,

O que pensas lá haver, ar é que não deves ser,

Ai a mente dá uma volta de trezentos e sessenta graus,

E a matéria cinza começa a esquentar,

Pô! mas que necessidade louca é essa de conhecer outro lugar?

Fico flertando, imaginando uma nave que possa aparecer,

E dela descer um ser bem mais inteligente,

E que a todas as minhas dúvidas viesse responder,

Alienígena, ET?

Ou quem sabe algo bem mais estranho,

Tipo um Megazóide,

Que apesar de feio, tinha uma inteligência fenomenal,

Mesmo assim nós o matamos,

Afinal o egoísmo de sermos apenas nós,

Os legítimos seres filhos da criação,

Não admite que haja outro em posição,

O pensamento ainda continua,

E opções para criaturas é o que não me faltam,

Mas na verdade tudo começou com as esferas acima,

Onde nem elas caem e muitos menos saem de cima,

Dizem os mais sábios que viajamos a velocidades espantosas,

Só não as percebemos, pois a gravidade nos mantém,

Fico pensando se de fato somos livres,

Ou na verdade somos refém,

Assim a cabeça pensa durante horas a fio,

Não chegando à conclusão alguma,

Pego, saio, vou pra rua,

É quando o espanto aumenta,

Ver gente que pelo lado de fora são até semelhantes,

Mas chegando bem perto dá logo para perceber,

A diferença astronômica que há entre eles e você,

É um Planeta de fato curioso,

Sinto-me muitas vezes como um cachorro que recebe o osso,

E várias vezes o latido tende a ocorrer,

Pois se deixo correr solto,

Ou sobrevive eu, ou você,

Na verdade então estamos em eterna batalha,

Muitas vezes contra nós mesmo,

Procurando sentido nas estrelas,

No universo, na crença e no amor,

Retirando da mente o desejo e dissabor,

Sei, porém que uma coisa é certa,

Pensar e caminhar é sempre preciso,

Articular intenções também é algo fundamental,

Só não me perguntem o paradeiro,

Dessa jornada infinita,

Pois lhe responderei de forma simples,

É a energia vibrando,

Transmutação intencional,

De algo bem maior, até mesmo comum,

E que por mais que exploremos,

Não chegamos a lugar algum,

Como um sonho, uma Matrix original,

Entrar em sono profundo,

Acordar nesse moto contínuo,

Muitas vezes com a sensação do déjà vu,

Mas entendendo bem que eu sou eu,

E tu, és tu.

 

 

Anúncios

Sobre KAMBAMI

Quode natura date, nemo negare potere.
Esse post foi publicado em METÁFORA, POEMA, REFLEXÃO e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

Obrigado pela visita, seu comentário é mais que importante é fundamental!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s