TIMEO HOMINEM UNIUS LIBRI


 
 
 

Timeo hominem unius libri

("Deve-se temer não quem lê muitos livros, mas quem lê muito um só livro".)

 

Após ler livros sobre diversas religiões, não há como não refletir,

Quem de nós não pensa ou deseja na profundidade a Paz,

O amor incondicional, a igualdade entre pessoas,

Independente de etnia, religião, profissão ou opção,

 

Pensando nisso veio-me esta pequena inspiração,

Sei que não sou poeta, longe de mim tal pretensão,

Mas sou pessoa correta, de pergunta, reflexão e pensante pela idade,

Tenho minhas dúvidas e também minhas verdades,

 

Sou amante da natureza, das coisas belas, do bom sabor,

Sou guerreiro sem armas, luto com meu coração e meu pensamento,

Viajo pelo universo em busca de meu infinito momento,

E busco nele a inspiração para o meu argumento,

 

Adoro passar coisas boas e apontar o que suponho ser errado,

Não sou nenhum dono de verdades, mas defendo as verdades que trago,

 

Nessa vida turbilhante, desigual, atemporal,

Não há de faltar tons acinzentados,

Mas com jeito de menino, sempre refaço o tom usado,

E nesses tons cinzentos dou uma de artista e pincelo cores a todo lado,

 

Não me prendo em conceitos, nem mesmo em provas cabais,

Entendo a vida de um jeito, um jeito diferente ao qual não se observa mais,

 

Loucura do ser? Talvez

Qual de nós tem as perguntas e respostas básicas para responder,

Sem ao menos se permitir um pequeno tempo a meditar e filosofar?

E nessa meditação, percebemos o refrão, nem tanto a Terra, nem tanto ao Mar,

 

Por onde ando ou andei, sei que meu semelhante jamais andará,

Pela maneira que assimilei, mesmo passando adiante,

Sei que de forma diferente a mesma experiência poderá ser digerida,

Mesmo sem minha presença permanente, ou sabendo ainda ser eu pessoa querida,

 

Meus pensamentos, minhas teses, minha visão afinal,

Não passam de momentos, de percepção também atemporal,

Assim como as suas, elas crescem e dão sua mensagem,

Como as águas que correm por belas paisagens,

 

No passado era fácil ter o tempo para pensar,

Nessa vida moderna estamos tão presos a compromissos,

Ao lutar pela sobrevivência que colocamos para nós mesmos,

Que raros são os momentos que sobram para analisar com determinação,

O que somos afinal, e para onde queremos ir,

Ou seja, bem provável dizer que caminho ao qual devemos seguir,

 

Sorrir, cantar, criar, chorar, amar, desejos do corpo e da alma humana,

Andar descalços pela areia ou mesmo na grama,

Tomar banho de chuva ouvindo os trovões,

Olhar para o céu e perceber imensidões,

 

Somos algo pequeno nesse universo,

Nem grãos de areia podemos afirmar ser,

Somos tão insignificantes nesse mundo,

E, no entanto nos achamos tão certos em crer,

                                                                                                                                                  

Uma coisa posso afirmar com certeza,

Não estou aqui por acaso ou simples capricho,

Algo de maior certamente deve ter motivado minha aparição,

O que me leva a crer que cada qual tenha lá sua missão,

 

E nessa base que muitas vezes a colocamos como reticente,

Seja pelo simplismo ou falta de experimentação,

Seja a falta de leituras ou mesmo de educação,

Seja pelo valor que se dá ao tempo,

Seja pela corrida da ambição,

 

Nós Humanos, criadores e criaturas nos vemos nesse terrível dilema,

E preferimos a recusa do pensar na certeza de uma afirmação,

Bastando ter palavras amenas, que não firam ou não sejam poemas,

Que lhes transmitam respostas, sem que se verifique a procedência,

E que não declarem perguntas em rimas e prosas,

Pois poucos conseguem decifrar estas formas,

 

Assim nascem os escritores, que não todos, mas grande parte deles se aproveitam,

De escrever várias linhas em contos mirabolantes afirmando nelas uma tradição,

Sem nem mesmo terem noção de seu verdadeiro passado,

Mas com audácia de certeza afirmam o desconhecido,

Uma verdadeira lixeira, sem conteúdo ou herança,

Afirmando baboseiras, num passado esquecido,

Criando um vício hereditário passado de velho à criança,

 

 

Assim muitos caminham e levam este engodo literal adiante,

Muitas vezes em batalhas acirradas,

Defendendo o que nem mesmo eles entendem,

Apenas por terem a imagem de um suposto mestre,

Ao qual enganou com a técnica desenvolvida,

Para mentir com palavras e contos,

Utilizando o que mais agrada ao covarde,

Como a bóia salvadora e não aceitando que seja posta em dúvida,

Para esconder o que mais lhes interessa,

Faltar com a verdade.

 

 

por – Cláudio El Jabel ( Kambami)

 

 

 

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Sobre KAMBAMI

Uma metamorfose humana do conhecer e aprender. Simples porém exigente. Bem sobre o autor desse blog, me parece ser um cara legal, gosta de conversar, dar pitacos aqui e acolá. Procuro ser o mais sincero que a vida me permite, adoro amizades, sou tímido acreditem também uma metamorfose ambulante como diria Raul. Adoro cozinhar, mas na escrita sou mesmo comilão, como acento, concordância verbal, minha gramática de fato anda bem mal, mas sou um cara legal. Tenho muito gosto em escrever o que me vem à mente ou o que me chega aos ouvidos e visão, sou um observador nato desde minha aparição. Aqui é um palco de teatro não se engane há muito de quem escreve e muito de fantasia, mas não há bilheteria, então sinta-se a vontade, puxe sua cadeira e sente, estou quase sempre presente, me enrolo muitas vezes nessa de seguir quem me segue, me perco nesse mundo danado de internet. Não sou esnobe, sou pessoa bem simples, gosto da natureza, da boa mesa, do bom papo, não tenho hora, não uso relógio para controlar meu tempo, a muito me deixei ser levado ao vento, ora furioso que me derruba e machuca, ora bondoso que me embala em doçura. Chamo-me Cláudio El-Jabel, também podem me chamar de Kambami ou Kael, adoro distribuir carinho sem intenção outra que não seja da amizade ser bela, ser amiga, ser sincera, entendo que nossa vida é algo muito rápido e nem sempre dá tempo de nos conhecermos melhor, mas essa é minha apresentação, muito prazer, eu não esqueço vocês, já os tenho em meu coração, sejam bem vindo então.
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10 respostas para TIMEO HOMINEM UNIUS LIBRI

  1. Pingback: #REPUBLICAR-1 | UNOBTAINIUM

  2. MorgauseDs disse:

    “…E preferimos a recusa do pensar na certeza de uma afirmação…” Bem mais fácil.
    Adorei, me perdi lendo, fui e voltei pra ter certeza. Sou meio lenta, as vezes, rsrs
    Com certeza, você disse tudo aí e é justamente o meu problema em geral Regras ditadas por não sei quem , feitas em não sei quando. A obediencia cega sem questionamento. Isso me incomoda demais e me deixa, ao mesmo tempo, intrigada. Mas são muitos caminhos e todos darão, talvez e com sorte (ou não) no mesmo lugar. Dificil explicar e mais difícil ainda é fazer o que fez em tantas linhas e ainda ser sutil. 😉 Ficou muito bonito.
    Excelente, querido amigo!! ❤

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  3. Quando criança, ao acompanhar meu pai e parentes em pescaria, à noite, eu ficava deitada contemplando o céu… Num campo de visão onde só se via o céu estrelado… Às vezes vinha a sensação que cair para o céu 😀 Dava uma adrenalina boa.

    E quando a pescaria era durante o dia, gostava de fazer castelos na areia 🙂

    Ah sim! Quando o fruto da pesca chegava eu ia conferir! E quando via Siris fêmeas eu pedia para devolverem ao mar 🙂

    Eram períodos de férias escolares dos quais eu passava sozinha por conta de ser a única do grupo que passava direto..

    Não sei se isso contribuiu na minha formação… Em ser mais receptiva as “diferenças” até por eu ser uma “diferente” 😀

    Curtido por 1 pessoa

    • KAMBAMI disse:

      Na verdade todos nós somos, o problema é que muitas vezes só vemos ou conseguimos ver uma parte da diferença, seja ela em nos mesmos ou apenas nos outros. Normal, basta apenas aprendermos a mudar nosso ângulo de visão. 🙂

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  4. Cris Campos disse:

    Belíssima e oportuna reflexão Cláudio. Obrigada por isso. Um abraço.

    Curtido por 1 pessoa

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