As vespas e as abelhas.


 
As vespas e as abelhas
 
Demandavam as vespas e as abelhas acerca da propriedade de um favo de mel; foi juiz da causa a formiga. Inquiridas as testemunhas, depuseram todas que tinham visto em torno desse favo uns insetos escuros, compridos, com asas, tais quais as vespas, diziam umas, tais quais as abelhas, diziam outras. Estava o juiz perplexo; o pleito já durava mais de seis meses, e prometia durar anos; escrivães, procuradores, advogados, já, de parte a parte, tinham devorado mais do que valia o favo, quando uma abelha prudente: “Para que estamos com estas coisas”, disse, “se o favo é das nossas contrárias, façam elas outro, que nós outro igualmente faremos, e ver-se-à quem delas ou de nós foi capaz de fabricar esse que pretendem lhes pertence”. As vespas não quiseram anuir, e assim, o juiz pôde sem escrúpulo condená-las.
 
MORALIDADE: Pela obra se conhece o artífice.
(Justiniano José da Rocha Copyright ©)
 
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Quode natura date, nemo negare potere.
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